Por Marcela Kasparian (*)
Logo no início do mês das crianças, já acompanhamos os pequenos olhos brilhando diante da perspectiva de ganhar presentes. No entanto, enquanto a alegria de um brinquedo novo pode ser passageira, o impacto de um presente mais duradouro é incalculável.
Para este ano, proponho uma mudança: em vez de mais um brinquedo que logo será esquecido, por que não presentear as crianças com um pé de meia? Ou melhor, um pé de meia recheado com investimentos sustentáveis?
O cérebro infantil é altamente sensível a estímulos imediatos, como brinquedos coloridos e sabores doces, que proporcionam gratificação instantânea. É aqui que entra o papel do adulto. Como pessoas responsáveis, temos a capacidade de antecipar o futuro e tomar decisões que transcendem a gratificação instantânea. É nosso papel direcionar recursos para algo que não seja momentâneo, mas que também construa um alicerce sólido para o futuro da criança.
Há quatro anos iniciei um “cofrinho sustentável” para minha sobrinha. Por morarmos longe, evidentemente que esse processo é facilitado, porque tenho plena consciência que Cecília não cobra pelo presente da tia. Então, a cada ano, faço um aporte em investimentos sustentáveis para ela. É incrível ver como esse “pé de meia” virtual cresceu ao longo do tempo, não apenas em valor financeiro, mas também em lições valiosas para o conjunto, pois frequentemente acompanho outros membros da família fazendo sua contribuição.
Neste pé de meia, eu prezo pelos investimentos sustentáveis, aqueles que não apenas trazem retorno financeiro, mas também contribuem para um mundo melhor.
E explico como: investimos em ativos de empresas comprometidas com práticas éticas e sustentáveis, assim eu tenho a segurança da perenidade da empresa e a certeza de que ela colabora para a sociedade que eu quero que minha sobrinha participe.
Enquanto ela cresce, vejo também uma oportunidade única de trabalhar a educação financeira. Conforme a criança ingressa em diferentes fases da vida, podemos mostrar na prática, por exemplo, que o conceito de postergação da gratificação de curto prazo para uma recompensa mais grandiosa no futuro é uma habilidade poderosa. Enquanto muitos são tentados pela instantaneidade, passamos a compreensão de que, ao plantar as sementes certas agora – e sabendo esperar, podemos colher frutos mais doces e duradouros no futuro.
Educação financeira não é apenas sobre números. É sobre a construção de mentalidades sólidas e a capacidade de tomar decisões informadas. Falar e trabalhar os investimentos sustentáveis, leva às nossas crianças a possibilidade de um futuro melhor.
Acredito que essa experiência prática pode ser uma lição duradoura que capacitará crianças a fazer escolhas financeiras sábias. Quando chegar o momento em que minha sobrinha estiver pronta para tomar decisões sobre esse patrimônio construído com tanto amor da tia e da família, sei que ela o fará com discernimento e responsabilidade.
Este “pé de meia” é mais do que um presente material: é uma promessa de educação financeira, responsabilidade e um legado de cuidado que transcende gerações. Que o futuro de nossas crianças seja tão próspero quanto o investimento sustentável que estamos plantando hoje.
* Marcela Kasparian é sócia e fundadora da Semeare Investimentos
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