Presidente do Conselho da Cedro Participações também defende uma maior aproximação do setor privado com o governo
O presidente do Conselho da Cedro Participações, Lucas Kallas, defende que o Fundo Clima do BNDES tenha linhas de financiamento destinadas à mineração sustentável. O empresário fez esse pedido durante o seminário “Brasil-China 50 anos”, que comemora os 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e China. Na mesma mesa, estava o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Para Kallas, com mais recursos do governo, o setor de mineração vai conseguir migrar para o pellet feed, um minério de redução direta que emite 50% menos carbono.
“Você pega o Fundo Clima e lá tem financiamento para tudo, menos para minério de ferro. Emitiram a debenture incentivada para tudo, menos para minério de ferro. A indústria de minério de ferro é gigantesca, tem muito a crescer na produção de pellet feed. A gente tem que focar muito em comunicar melhor o governo. A maior industrialização do Brasil pode ser essa produção migrar para pellet feed. Isso pode ser uma grande reindustrialização do Brasil”, afirmou.
O presidente do Conselho da Cedro Participações citou como exemplo o gás natural afirmou que é necessário uma agenda positiva sobre o minério de ferro.
“A Petrobras faz o pellet feed no Oriente Médio porque o gás é dez vezes mais barato. Precisamos criar uma agenda positiva para o minério de ferro, que é a grande liderança de descarbonização. O aço não vai acabar”, afirmou.
O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima voltados para iniciativas que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.
Durante o evento, o presidente do Conselho da Cedro Participações também defendeu uma agenda conjunta dos grandes produtores de minério de ferro para que seja feita uma transição para o pellet feed.
“Estamos falando de colocar 30% da produção brasileira de minério de ferro na produção de pellet feed. Isso significa um investimento de centenas de bilhões e o Brasil tem tudo para fazer isso. O Brasil tem água, energia limpa, tem tudo. O que falta é essa comunicação do setor privado com o setor público. Todo mundo fala em transição e minério de transição energética. Isso pode pesar muito na descarbonização do mundo”, destacou”, destacou.
Além de Mercadante e Kallas, também estavam na mesa de debate do evento Alexandre Baldy, conselheiro especial da BYD, Uallace Moreira Lima, Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, e Roberto Monteiro Jr, Diretor de Comunicação e Relações Institucionais da SPIC Brasil.
Leia aqui mais notícias sobre negócios.
Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por GBR Comunicação
e não é de responsabilidade de revistaempreende.com.br