Di Dongsheng, vice-decano da escola de estudos internacionais da Renmin University, afirmou que a China deve construir um consenso nacional sobre “retomar o domínio dos oceanos” e direcionar retornos de investimentos no exterior para gastos de defesa. Em nota nas redes sociais, ele alertou que a competição econômico-militar com os EUA pode encerrar a era de oceanos abertos e que levará cerca de três décadas para a China assegurar gradualmente acesso e domínio de portos, estreitos, canais e rotas de navegação. Citou episódios desde meados de 2025 como sinais de alerta para a segurança das rotas marítimas.
Principais fatos e números
- Autor: Di Dongsheng, vice-decano da escola de estudos internacionais da Renmin University (Pequim).
- Defesa de criar consenso nacional sobre “retomar o domínio dos oceanos”.
- Proposta de direcionar retornos de investimentos no exterior para gastos de defesa.
- Previsão: cerca de três décadas para a China assegurar domínio e acesso a portos, estreitos, canais e rotas de navegação globalmente.
- Aviso de que parte do comércio marítimo chinês pode ficar sujeito a ameaças ou choques antes desse prazo.
- Interpretação de eventos desde a 2ª metade de 2025 (Panamá, Groenlândia, Estreito de Ormuz) como sinais de que a abertura dos mares está em risco.
Por que isso importa para empresários e investidores
Para executivos e investidores com exposição ao comércio exterior chinês, a análise sugere risco crescente a cadeias logísticas marítimas e possível redirecionamento de fluxos de capital para finalidades estratégicas (defesa). Oportunidades surgem em setores de logística alternativa, seguros marítimos, rotas terrestres e infraestrutura portuária em regiões consideradas menos vulneráveis. Riscos incluem interrupções de transporte, custos mais altos de frete e maior intervenção estatal em investimentos externos. Há incerteza importante: o texto reflete a avaliação de um académico e não apresenta dados empíricos amplos nem manifestações oficiais do governo chinês.
