A elevação dos yields dos títulos públicos britânicos aumenta a complexidade da próxima decisão do Banco da Inglaterra, marcada para 17 de setembro. Além de definir os juros, o Comitê de Política Monetária anunciará o volume de títulos que pretende vender nos 12 meses seguintes, no processo de aperto quantitativo. Em carta publicada pelo Guardian, o professor Costas Milas, da Universidade de Liverpool, cita estudo do próprio banco segundo o qual essa política pode acrescentar até 0,4 ponto percentual aos yields e reduzir a inflação em até 1,4 ponto. Milas avalia que o comitê provavelmente diminuirá o ritmo atual de £70 bilhões em vendas anuais, aliviando custos de financiamento, mas dificultando uma volta mais rápida da inflação à meta de 2%.
Principais fatos e números
- O Banco da Inglaterra anunciará sua próxima decisão de juros em 17 de setembro.
- Na mesma data, o comitê definirá as vendas de títulos públicos para os 12 meses seguintes.
- O ritmo atual do aperto quantitativo é de £70 bilhões em vendas anuais.
- Estudo citado estima impacto de até 0,4 ponto percentual sobre os yields britânicos.
- O mesmo estudo estima redução de até 1,4 ponto percentual na inflação.
- A meta de inflação do Banco da Inglaterra é de 2%.
Por que isso importa para empresários e investidores
Uma redução nas vendas de títulos poderia moderar a pressão sobre o custo de captação do governo britânico e influenciar as condições de crédito para empresas e investidores. Em contrapartida, um aperto quantitativo mais lento pode prolongar o caminho da inflação até a meta, preservando riscos para juros, custos operacionais e planejamento financeiro. A expectativa de desaceleração do programa é uma avaliação de Costas Milas, não uma decisão confirmada do Banco da Inglaterra. Os impactos estimados sobre yields e inflação vêm de um estudo e, portanto, não garantem que os mesmos efeitos ocorrerão nas condições atuais.
