A rede de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental reúne cerca de 750 mil moradores, segundo dados apresentados pela Al Jazeera com base na organização israelense Peace Now. O levantamento identifica 148 assentamentos na Cisjordânia e 15 em Jerusalém Oriental, além de mais de 400 postos avançados não contabilizados oficialmente. Em 2024, as 163 áreas reconhecidas somavam 744,7 mil colonos israelenses. Somente em 2025, quase 28 mil unidades habitacionais avançaram no processo de implantação dentro de assentamentos já existentes. Essas comunidades são consideradas ilegais pelo direito internacional, posição afirmada por organismos como o Conselho de Segurança da ONU e a Corte Internacional de Justiça.
Principais fatos e números
- A Peace Now contabiliza 163 assentamentos: 148 na Cisjordânia e 15 em Jerusalém Oriental.
- Em 2024, os assentamentos reuniam 744,7 mil israelenses.
- Do total de 2024, 511,1 mil viviam na Cisjordânia e 233,6 mil em Jerusalém Oriental.
- Mais de 400 postos avançados não entram na contagem oficial dos assentamentos.
- Quase 28 mil unidades habitacionais avançaram dentro de assentamentos em 2025.
- A expansão da rede se intensificou após a ocupação israelense de 1967.
Por que isso importa para empresários e investidores
A ampliação habitacional e territorial aumenta a complexidade jurídica e política para empresas com operações, contratos, ativos imobiliários ou cadeias de fornecimento ligadas às áreas ocupadas. Investidores precisam avaliar riscos de sanções, disputas de propriedade, restrições comerciais e danos reputacionais, considerando que organismos internacionais classificam os assentamentos como ilegais. O crescimento dentro de áreas existentes também indica continuidade da expansão sem depender da criação formal de novos assentamentos. Contudo, a quantidade total permanece incerta porque mais de 400 postos avançados não são oficialmente contabilizados e podem ser incorporados posteriormente.
