O Bangko Sentral ng Pilipinas está incorporando diferentes graus de severidade do El Niño e um choque prolongado do petróleo às suas decisões de política monetária, segundo a CNBC. A inflação filipina acelerou de 6,1% em agosto para 7,2% em setembro, maior nível em três anos, enquanto o arroz ficou 18% mais caro. O presidente da autoridade monetária, Eli Remolona, afirmou que o impacto mais forte do fenômeno climático sobre os preços é esperado entre novembro e fevereiro. Em agosto, o banco central elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 5%. O economista Aris Dacanay, do HSBC, prevê novas altas de igual magnitude na reunião seguinte e em dezembro, mas essa trajetória ainda é uma projeção.
Principais fatos e números
- A inflação das Filipinas atingiu 7,2% em setembro, ante 6,1% em agosto.
- O preço do arroz subiu 18%, segundo a autoridade estatística filipina.
- O banco central trabalha com cenários distintos para petróleo e intensidade do El Niño.
- O impacto mais forte do El Niño nos preços é esperado entre novembro e fevereiro.
- A taxa básica foi elevada em 0,25 ponto percentual em agosto, para 5%.
- O índice de preços do arroz da FAO avançou por seis meses consecutivos e chegou ao maior nível em 20 meses.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas expostas às Filipinas podem enfrentar custos maiores de alimentos, energia, crédito e logística, além de possível enfraquecimento do consumo. Para importadores e distribuidores de arroz, novas compras filipinas podem ampliar a demanda em um mercado global já pressionado por restrições às exportações e pelo clima. Investidores devem acompanhar eventuais altas adicionais de juros, com efeitos sobre financiamento e ativos locais. A intensidade do El Niño, seu impacto efetivo sobre a oferta agrícola e as próximas decisões monetárias permanecem incertos; as altas projetadas pelo HSBC não constituem decisão oficial do banco central.
