O Banco da Inglaterra elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para 4%, na primeira alta desde agosto de 2023. A decisão, aprovada por oito votos a um, era amplamente esperada: dados da LSEG indicavam probabilidade superior a 99% de aumento antes do anúncio. O único dissidente defendeu uma elevação de 50 pontos-base, para 4,25%. Segundo o Comitê de Política Monetária, a continuidade da guerra no Oriente Médio e o encarecimento da energia ampliam as pressões inflacionárias. A instituição estima que a inflação britânica chegará a cerca de 5% em meados de 2027, antes de recuar. Em setembro, a taxa anual havia subido para 3,5%, impulsionada pelo custo dos combustíveis.
Principais fatos e números
- A taxa básica britânica foi elevada em 25 pontos-base, para 4%.
- A decisão foi aprovada por oito dos nove integrantes do comitê.
- Um dirigente votou por uma alta de 50 pontos-base, para 4,25%.
- O banco projeta inflação próxima de 5% em meados de 2027.
- A inflação anual do Reino Unido alcançou 3,5% em setembro.
- O mercado atribuía uma chance em quatro a uma nova alta em dezembro.
Por que isso importa para empresários e investidores
A alta tende a manter mais caro o crédito para empresas e consumidores britânicos, exigindo cautela em decisões de financiamento, expansão e gestão de caixa. Negócios intensivos em energia ou transporte enfrentam pressão adicional devido à alta dos combustíveis e dos preços globais de energia. Para investidores, a possibilidade de novo aperto monetário em dezembro pode afetar a avaliação de ativos e as expectativas para a libra. O cenário, porém, permanece incerto: a trajetória dos juros dependerá dos preços energéticos, da dinâmica inflacionária e de eventuais avanços no conflito do Oriente Médio.
