O Banco da Inglaterra elevou a taxa básica de 3,75% para 4%, no primeiro aumento em três anos. Oito dos nove integrantes do Comitê de Política Monetária apoiaram a decisão, enquanto Catherine Mann defendeu uma alta de meio ponto percentual. Segundo a instituição, a persistência do petróleo acima de US$ 100 por barril, em meio ao conflito no Oriente Médio e à falta de acordo para reabrir o estreito de Hormuz, ampliou as pressões inflacionárias. A projeção de inflação britânica para meados do próximo ano subiu de 3,2% para 4,9%. O presidente do banco central, Andrew Bailey, admitiu a possibilidade de novo aperto, mas afastou a interpretação de que haverá necessariamente uma sequência prolongada de aumentos.
Principais fatos e números
- A taxa básica britânica subiu de 3,75% para 4%.
- Oito dos nove membros do comitê monetário votaram pelo aumento.
- Catherine Mann defendeu uma elevação de meio ponto percentual.
- A inflação ao consumidor atingiu 3,5% em setembro.
- A projeção de inflação para meados do próximo ano passou de 3,2% para 4,9%.
- A próxima decisão sobre juros será anunciada em 17 de dezembro.
Por que isso importa para empresários e investidores
A alta encarece o crédito no Reino Unido e tende a pressionar empresas dependentes de financiamento, compradores de imóveis e consumidores com hipotecas. A revisão expressiva da inflação também exige cautela em decisões de investimento, formação de preços e gestão de caixa. Companhias expostas a energia e transporte enfrentam risco adicional enquanto o petróleo permanecer acima de US$ 100 por barril. Um novo aumento em dezembro é possível, mas não está confirmado: Andrew Bailey condicionou os próximos passos à evolução das pressões inflacionárias e do conflito no Oriente Médio, sem indicar um ciclo inevitável de altas.
