Autoridades dos Estados Unidos aplicaram ao Bank of America uma penalidade de US$ 1,2 bilhão por deficiências nos controles contra lavagem de dinheiro, segundo o Departamento do Tesouro. O órgão afirmou que o banco deixou de comunicar dentro do prazo mais de US$ 5 bilhões em transações suspeitas, incluindo mais de US$ 1 bilhão relacionado a riscos prioritários de segurança nacional e crimes financeiros. A instituição também fechou um acordo de US$ 11,6 milhões com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros por aparentes violações de sanções envolvendo, entre outros alvos, Irã e Rússia. O banco reconheceu violação deliberada da Lei de Sigilo Bancário de 1970 e declarou estar investindo em tecnologia e pessoal para corrigir os problemas apontados pelos reguladores.
Principais fatos e números
- A penalidade por falhas antilavagem soma US$ 1,2 bilhão.
- Mais de US$ 5 bilhões em operações suspeitas teriam sido reportados fora do prazo.
- Desse total, mais de US$ 1 bilhão envolvia riscos prioritários de segurança nacional e crimes financeiros.
- A penalidade inclui multa de US$ 750 milhões aplicada pelo regulador bancário OCC.
- O acordo sobre aparentes violações de sanções foi de US$ 11,6 milhões.
- O Bank of America é o segundo maior banco dos Estados Unidos, segundo a fonte.
Por que isso importa para empresários e investidores
A punição amplia o risco regulatório para bancos e outras empresas que processam grandes volumes de pagamentos internacionais. Conselhos e executivos podem enfrentar maior pressão para revisar sistemas de monitoramento, prazos de comunicação, controles de sanções e governança de dados. O caso também cria oportunidades para fornecedores de tecnologia de conformidade, análise de transações e gestão de riscos. Embora o Bank of America diga ter investido bilhões de dólares e mobilizado milhares de funcionários, a fonte não informa o prazo de conclusão das correções nem seus efeitos futuros sobre custos, resultados ou operações.
