O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, atacou o governador da Província de Buenos Aires, Axel Kicillof, durante o CFO Summit 2026, promovido pelo jornal El Cronista. Ao defender o programa econômico do governo Javier Milei, Caputo afirmou que a possibilidade de retorno da oposição peronista ao poder em 2027 estaria desestimulando investimentos no país. O ministro também criticou empresários favoráveis à desvalorização do peso. Segundo ele, a Argentina dispõe de reservas e salvaguardas para limitar fortes oscilações cambiais antes da eleição. Caputo estimou ainda que, sob condições favoráveis, o Banco Central poderia comprar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões em reservas nos próximos meses.
Principais fatos e números
- Luis Caputo discursou no CFO Summit 2026 para executivos empresariais.
- O ministro comparou Axel Kicillof ao “anticristo” e chamou o kirchnerismo de “inferno”.
- Caputo afirmou que a incerteza sobre a eleição de 2027 afasta investimentos.
- O ministro rejeitou uma desvalorização do peso e criticou empresários que defendem essa medida.
- Caputo projetou compras de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões em reservas, sob condições favoráveis.
- Kicillof é apontado como possível candidato presidencial, mas não confirmou uma candidatura.
Por que isso importa para empresários e investidores
Para empresas e investidores, o discurso sinaliza que a eleição presidencial de 2027 já influencia expectativas sobre câmbio, investimentos e continuidade da política econômica argentina. A promessa de reforço das reservas pode reduzir a percepção de risco cambial, mas depende de condições favoráveis não detalhadas. A retórica agressiva contra a oposição e empresários favoráveis à desvalorização também evidencia maior polarização no ambiente de negócios. As declarações representam a avaliação e as projeções de Caputo; o material não apresenta dados independentes que confirmem a capacidade de compra de reservas ou a eficácia das salvaguardas mencionadas.
