O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que um acordo com a Índia não é iminente, embora os dois países já tenham identificado os principais pontos de divergência. A declaração ocorreu após uma conversa entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Narendra Modi, classificada por Greer como construtiva. O negociador também se reuniu com o ministro indiano do Comércio, Piyush Goyal, que defendeu a conclusão antecipada de um acordo interino mutuamente benéfico. Entre os obstáculos estão as compras indianas de petróleo russo, criticadas por Washington, e a proteção de segmentos agrícolas considerados politicamente importantes por Nova Délhi. A Índia ainda enfrenta o risco de tarifas americanas de até 100%, o que pode comprometer as negociações e reduzir a competitividade de suas exportações.
Principais fatos e números
- Jamieson Greer afirmou que um acordo com a Índia não é iminente.
- Donald Trump e Narendra Modi conversaram por telefone sobre comércio e outros temas bilaterais.
- Greer reuniu-se com o ministro indiano do Comércio, Piyush Goyal.
- Goyal defendeu a conclusão antecipada de um acordo comercial interino.
- As compras indianas de petróleo russo permanecem como ponto de atrito com Washington.
- A Índia busca preservar proteções para setores agrícolas e tarifas preferenciais nos EUA.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas com cadeias de suprimento ou vendas ligadas aos dois países enfrentam maior incerteza sobre tarifas, custos e acesso ao mercado americano. Uma sobretaxa de até 100% sobre produtos indianos poderia afetar margens, contratos e decisões de abastecimento, enquanto um acordo interino poderia melhorar a competitividade das exportações da Índia. Investidores também devem acompanhar o impacto das disputas sobre petróleo russo e agricultura. Apesar do diálogo entre os governos, não há prazo confirmado para um entendimento, e a possibilidade de novas tarifas continua condicionada à evolução política e comercial.
