O comércio entre Brasil e China alcançou o recorde de US$ 143 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, segundo análise do Conselho Empresarial Brasil-China citada pelo South China Morning Post. As exportações brasileiras ao mercado chinês cresceram 12%, para US$ 84,7 bilhões, enquanto as importações de produtos chineses avançaram 9,9%, para US$ 58,6 bilhões. O petróleo bruto liderou a expansão: as vendas somaram o recorde de US$ 21,8 bilhões, alta de 49%, com crescimento de 27% no volume e de 16,8% nos preços. A China recebeu metade de todo o petróleo exportado pelo Brasil, participação quase sete vezes superior à da Índia. O avanço perdeu ritmo após a retomada da navegação de petroleiros no Golfo.
Principais fatos e números
- O comércio bilateral somou US$ 143 bilhões entre janeiro e setembro de 2026.
- As exportações brasileiras à China chegaram a US$ 84,7 bilhões, alta de 12%.
- As importações brasileiras da China cresceram 9,9%, para US$ 58,6 bilhões.
- As vendas de petróleo bruto à China atingiram US$ 21,8 bilhões, avanço de 49%.
- O volume embarcado de petróleo aumentou 27%, e os preços subiram 16,8%.
- A China comprou metade de todo o petróleo bruto exportado pelo Brasil no período.
Por que isso importa para empresários e investidores
Os números reforçam a China como mercado decisivo para exportadores brasileiros e mostram uma oportunidade de ampliação de receitas quando fornecedores do Golfo enfrentam interrupções. Para empresas de petróleo, logística e infraestrutura, o aumento do volume pode sustentar demanda por transporte e capacidade portuária. Há, porém, risco elevado de concentração: metade das exportações brasileiras de petróleo ficou com um único destino. Além disso, a desaceleração observada após a retomada dos petroleiros no Golfo indica que parte do avanço pode ter sido temporária. A duração desse efeito não está informada.
