O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 13,7% em agosto ante julho, para US$ 105,6 bilhões, informou o Departamento de Comércio. O resultado superou a estimativa de US$ 102 bilhões do consenso Dow Jones e foi o maior desde março de 2025. As importações avançaram 4,3% no mês, impulsionadas, segundo a CNBC, pela entrada de bens associados à expansão da inteligência artificial e pelas oscilações ligadas às tarifas de importação. Apesar da alta mensal, o déficit acumulado no ano, de US$ 138,2 bilhões, ficou quase 20% abaixo do registrado no mesmo período anterior. Após a divulgação, Goldman Sachs e o indicador GDPNow, do Federal Reserve de Atlanta, reduziram suas projeções de crescimento econômico dos EUA no terceiro trimestre.
Principais fatos e números
- O déficit comercial atingiu US$ 105,6 bilhões em agosto.
- O resultado mensal aumentou 13,7% em relação a julho.
- O consenso Dow Jones projetava déficit de US$ 102 bilhões.
- As importações cresceram 4,3% no mês.
- Foi o maior déficit mensal desde março de 2025.
- O déficit acumulado no ano somou US$ 138,2 bilhões, quase 20% menor na comparação anual equivalente.
Por que isso importa para empresários e investidores
O aumento das importações sinaliza demanda doméstica forte e maior investimento em bens ligados à infraestrutura de inteligência artificial, o que pode favorecer fornecedores e empresas expostas a esse ciclo. Ao mesmo tempo, a ampliação do déficit tende a reduzir a contribuição do comércio exterior ao PIB e mantém tarifas e custos de importação no centro das decisões empresariais. O Goldman Sachs reduziu sua estimativa de crescimento no terceiro trimestre para 3,1%, enquanto o GDPNow recuou para 3,7%. Essas projeções são preliminares e podem mudar com novos indicadores.
