Um editorial do Guardian alerta que a dependência global da China na mineração e processamento de terras-raras tornou-se um risco estratégico. A China responde por cerca de 70% da mineração e 90% da separação e processamento; episódios anteriores de restrição de exportações, como em 2010, e controles recentes elevaram preços de elementos como o erbium. EUA e aliados aceleraram investimentos: o Pentágono tornou-se o maior acionista da MP Minerals e Washington anunciou US$12 bilhões para um estoque estratégico de minerais críticos. A UE tem metas do Ato de Matérias-Primas Críticas (2025) para reduzir importações até 2030, mas críticos dizem que o ritmo europeu é lento.
Principais fatos e números
- Em 2010 a China bloqueou exportações de terras-raras para o Japão durante uma disputa diplomática
- China responde por cerca de 70% da mineração global de terras-raras
- China responde por cerca de 90% da separação e processamento de terras-raras
- O mercado global de terras-raras valeu menos de US$6 bilhões no último ano
- Preços do erbium subiram por receios de novas restrições de exportação
- O Pentágono tornou-se o maior investidor na empresa americana MP Minerals no outono anterior (norte do hemisfério)
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas e investidores enfrentam uma mudança nas cadeias de suprimento de minerais críticos: oportunidade para novos produtores, recicladores e processadores fora da China, e risco de volatilidade de preços e restrições de exportação. Políticas públicas — estoques estratégicos, subsídios e parcerias multilaterais — podem criar demanda previsível, mas nomes, custos e prazos seguem incertos. Há riscos ambientais em novas frentes de extração (África, Groenlândia, Brasil) e incerteza sobre a capacidade industrial de transformar minerais brutos em produtos de alto valor fora da China. Decisões de investimento devem ponderar políticas públicas, prazos de licenciamento e tecnologias de reciclagem em desenvolvimento.
