O presidente dos EUA anunciou aumento para 50% nas tarifas sobre automóveis, caminhões, peças automotivas e aço originários do Canadá, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2027. A medida sucede uma escalada recente nas relações comerciais bilaterais: Washington já havia aplicado outra tarifa de 50% sobre US$20 bilhões em exportações canadenses, incluindo equipamentos de hóquei e eletrônicos. Em resposta, o governo canadense declarou intenção de igualar as tarifas “dólar por dólar” e afirmou estar pronto para negociar quando os EUA adotarem uma postura diferente. O anúncio intensifica incertezas para cadeias produtivas integradas entre os dois países.
Principais fatos e números
- O presidente dos EUA anunciou tarifa de 50% sobre carros, caminhões, peças automotivas e aço do Canadá.
- As novas tarifas têm início previsto em 1º de janeiro de 2027.
- Washington já havia imposto outra tarifa de 50% sobre US$20 bilhões em exportações canadenses, incluindo equipamentos de hóquei e eletrônicos.
- O governo canadense disse que vai igualar as tarifas “dólar por dólar”.
- Autoridades canadenses afirmaram estar prontas para negociar quando os EUA apresentarem uma atitude diferente.
- O texto cita que o comércio entre Canadá e EUA é de aproximadamente US$909 bilhões, segundo o escritório do representante de comércio dos EUA.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas com cadeias integradas entre EUA e Canadá enfrentam risco imediato de aumento de custos de importação e ruptura de fornecimento a partir de 1º/01/2027, especialmente montadoras e siderúrgicas que dependem de peças e aço transfronteiriços. Importadores podem ver margens comprimidas ou necessidade de realocar sourcing; exportadores canadenses podem sofrer perdas de volume e buscar novos mercados. Há também risco de represálias e escalada tarifária adicional. A incerteza permanece sobre negociações futuras e sobre como empresas e governos estaduais reagirão; estratégias de mitigação devem considerar estoques, diversificação de fornecedores e avaliação de impacto tarifário nas cadeias de valor.
