Manli Ho, 75, filha do diplomata Ho Feng-shan, condenou um site imobiliário que usou a imagem e legado do pai para anunciar casas por US$40.000 na cidade natal dele, Yiyang, província de Hunan. Ho Feng-shan, nascido em 1901, foi cônsul-geral da China em Viena entre 1938 e 1940 e é conhecido no Ocidente como o “Schindler chinês” por emitir milhares de vistos a judeus que fugiam da perseguição nazista. A página em inglês do portal Yiyang Fangchan — agora removida — incluía manchetes mencionando que ele salvou 18.000 vidas durante a Segunda Guerra Mundial. Autoridades locais também manifestaram reação ao uso do nome.
Principais fatos e números
- Manli Ho, 75, é filha de Ho Feng-shan.
- Ho Feng-shan nasceu em 1901 e foi cônsul-geral da China em Viena de 1938 a 1940.
- Ho Feng-shan é conhecido no Ocidente como o 'Schindler chinês' por emitir milhares de vistos a judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
- Uma página em inglês do site Yiyang Fangchan usou o legado de Ho Feng-shan para promover casas por US$40.000.
- Uma manchete do site dizia: 'He Saved 18,000 Jewish Lives in WWII. His Hometown Has Homes for $40,000'.
- A página foi removida posteriormente (descrita como 'agora-removed' na cobertura). (sem detalhes públicos sobre quem removeu ou por que foi retirada). Note: remoção mencionada pela fonte, sem explicação adicional fornecida no material disponível). (Observação: mantido como fato conforme a fonte).
Por que isso importa para empresários e investidores
Para incorporadoras e plataformas imobiliárias, o episódio ilustra risco reputacional ao explorar figuras históricas sensíveis em campanhas de vendas: uso indevido da imagem de quem salvou vítimas do Holocausto pode provocar reação pública, censura local e danos à marca. Há oportunidade para empresas diferenciarem-se com maior due diligence em marketing, consultas a familiares ou autoridades locais e políticas internas de aprovação de conteúdo. Riscos práticos incluem boicote, retratação exigida por autoridades ou processos reputacionais; contudo, não há informação pública suficiente sobre sanções legais ou sobre quem retirou a página, o que cria incerteza sobre precedentes regulatórios e consequências concretas.
