A inflação ao consumidor dos Estados Unidos avançou 0,4% em agosto, com ajuste sazonal, e acumulou 3,4% em 12 meses, informou o Bureau of Labor Statistics, segundo a CNBC. Os resultados gerais coincidiram com o consenso Dow Jones. Já o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês, 0,1 ponto percentual acima da previsão, enquanto a taxa anual ficou em 2,4%. Após a divulgação, a probabilidade indicada pelo FedWatch de aumento de 0,25 ponto percentual nos juros chegou a quase 90%. Energia, gasolina, habitação e serviços de transporte pressionaram os preços. O relatório é o último grande indicador de inflação antes da próxima decisão monetária do Federal Reserve.
Principais fatos e números
- O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em agosto e 3,4% em 12 meses.
- O núcleo da inflação avançou 0,3% no mês e 2,4% em base anual.
- A alta mensal do núcleo superou em 0,1 ponto percentual a previsão do consenso Dow Jones.
- As apostas em elevação de 0,25 ponto percentual nos juros chegaram a quase 90% no FedWatch.
- A gasolina aumentou 3,9% no mês e respondeu por mais de um terço da alta do índice geral.
- O índice de energia avançou 2,1% no mês e 16,3% em 12 meses, segundo os dados citados pela CNBC.
Por que isso importa para empresários e investidores
Uma possível alta dos juros pode elevar custos de crédito, alterar avaliações de ativos e exigir revisão de planos de financiamento e investimento nos Estados Unidos. Empresas também enfrentam pressão direta de energia, gasolina, habitação e transporte, embora alimentos consumidos em casa tenham ficado estáveis no mês. Para investidores, a reação inicial combinou avanço do rendimento do Treasury de dois anos, futuros de ações em alta e queda do petróleo, sinalizando efeitos distintos entre mercados. A decisão do Fed, porém, ainda não está definida: os quase 90% refletem preços de contratos futuros, não uma confirmação oficial.
