O ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, renunciou em meio ao agravamento da crise econômica e a questionamentos sobre receitas de exportações de petróleo. O presidente Masoud Pezeshkian aceitou a saída, atribuída oficialmente a razões pessoais. Segundo o Guardian, uma rede intermediária criada para repatriar recursos das vendas externas deveria quase US$ 2 bilhões à estatal National Iranian Oil Company, conforme alegação publicada pelo jornal Farhikhtegan. O Parlamento anunciou uma investigação. O país enfrenta inflação de 85%, contração econômica de 10% no primeiro trimestre e escassez de divisas decorrente da redução das receitas petrolíferas. O rial perdeu mais de 10% em um mês, enquanto o bloqueio naval dos Estados Unidos restringe as exportações de petróleo iranianas.
Principais fatos e números
- Mohsen Paknejad deixou o Ministério do Petróleo por razões pessoais, segundo a versão oficial.
- A inflação iraniana está em 85%.
- A economia do país contraiu 10% no primeiro trimestre.
- O rial perdeu mais de 10% em relação ao mês anterior.
- Uma rede intermediária teria dívida de quase US$ 2 bilhões com a estatal NIOC.
- A comissão de energia do Parlamento anunciou uma investigação sobre o caso.
Por que isso importa para empresários e investidores
A crise amplia riscos cambiais, regulatórios e operacionais para empresas com exposição ao Irã ou ao mercado regional de energia. A redução das receitas petrolíferas limita a oferta de divisas e pode dificultar pagamentos internacionais, importações e repatriação de recursos. A investigação sobre intermediários também eleva a incerteza para contratos estruturados por redes informais usadas para contornar sanções. Para investidores, a combinação de inflação elevada, retração econômica e desvalorização do rial exige maior proteção financeira e análise de contraparte. Ainda não está claro se a renúncia produzirá mudanças na gestão das exportações ou na política econômica iraniana.
