Os preços do petróleo recuaram na segunda-feira, enquanto investidores avaliavam tanto o risco de novos ataques contra a infraestrutura energética da Arábia Saudita quanto a possibilidade de que cotações elevadas reduzam o consumo. Às 9h19 no horário da costa leste dos EUA, os contratos futuros do WTI caíam 1,2%, para US$ 102,05 por barril, e o Brent recuava 0,7%, para US$ 115,86. O movimento ocorreu após forte valorização na sexta-feira, motivada por ataques de militantes houthis alinhados ao Irã. O ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, viajou a Teerã para reuniões com autoridades iranianas voltadas à redução das tensões. No fim de semana, a Arábia Saudita informou ter interceptado novos mísseis e drones.
Principais fatos e números
- O WTI era negociado a US$ 102,05 por barril, com queda de 1,2%.
- O Brent recuava 0,7%, para US$ 115,86 por barril.
- Os houthis afirmaram ter atacado o principal aeroporto de Riad e instalações petrolíferas.
- Autoridades sauditas disseram ter interceptado mísseis e drones adicionais.
- O principal aeroporto saudita retomou parcialmente suas operações no domingo.
- Representantes do Paquistão e da Turquia também participam das negociações no Irã.
Por que isso importa para empresários e investidores
A volatilidade do petróleo amplia riscos para empresas dependentes de combustíveis, transporte, petroquímica e cadeias logísticas internacionais. Um ataque relevante a oleodutos, refinarias ou instalações de exportação sauditas poderia pressionar custos e preços, embora não haja confirmação de interrupção significativa na oferta. Michael Alfaro, da Gallo Partners, estimou à CNBC que a incerteza geopolítica já acrescentou cerca de US$ 20 por barril às cotações. Para investidores e gestores, o cenário recomenda acompanhar proteção de custos e exposição a energia, considerando também que preços persistentemente altos podem enfraquecer a demanda.
