Documentos da Thames Water mostram que dois pilotos de um projeto de reciclagem — que pretende bombear até 75 milhões de litros por dia de água tratada de esgoto para o Tâmisa em períodos de seca — provocaram subida rápida de PFOS, um ‘forever chemical’ suspeito de ser carcinogênico. As amostras atingiram 6,3 ng/L e 8,7 ng/L, níveis até 13 vezes maiores que o limite legal de 0,65 ng/L. A empresa diz que manter os parâmetros legais será “operacionalmente desafiador”, exigindo filtros de carbono com regeneração e substituição frequentes e custos operacionais adicionais. O projeto busca uma autorização de desenvolvimento e tem custo estimado mínimo de £350 milhões.
Principais fatos e números
- Dois pilotos da Thames Water mostraram aumento de PFOS até 8,7 ng/L e 6,3 ng/L.
- Limite legal do Reino Unido para PFOS em águas superficiais: 0,65 ng/L.
- Picos de PFOS representaram até cerca de 13 vezes o limite legal.
- Projeto prevê abstrair até 75 milhões de litros/dia do Tâmisa em Teddington durante seca.
- Substituição prevista: mesma quantidade devolvida como efluente tratado do tratamento de Mogden via novo túnel.
- Custo mínimo estimado do sistema: £350 milhões (valor informado pela empresa).","Thames Water registra perdas por vazamentos de cerca de 571 milhões de litros por dia (comparativo citado).","Relatório técnico indica “rápida ruptura” de PFOS acima do limite em menos de um mês de operação.","Empresa informou que manter limites legais exigirá filtros de carbono regenerados/reativados com frequência e acarretará despesas operacionais significativas."
Por que isso importa para empresários e investidores
Para executivos e investidores, o caso revela riscos operacionais, regulatórios e reputacionais relevantes: a tecnologia proposta pode não garantir conformidade com limites de PFAS sem investimentos contínuos em tratamento avançado, elevando custos operacionais e o risco de multas ou restrições regulatórias. Projetos de infraestrutura hídrica que envolvem descarga de efluentes podem enfrentar oposição pública e litígios, afetando cronograma e retorno financeiro. Há incerteza material sobre a capacidade de escala do sistema para manter níveis aceitáveis de ‘forever chemicals’ ao longo do tempo; decisões de investimento devem exigir testes adicionais, provisões para mitigação tecnológica e avaliação de risco regulatório.
