Os recursos obtidos por Roman Abramovich com a venda do Chelsea FC permanecem congelados em uma conta do Barclays no Reino Unido, segundo o The Guardian. Demonstrações da Fordstam, empresa usada pelo empresário para controlar o clube, indicam que o montante passou de cerca de £2,3 bilhões para quase £2,5 bilhões. A operação, concluída em maio de 2022, gerou aproximadamente £63 milhões em juros em 2023 e £114 milhões em 2024. A liberação do dinheiro depende de uma disputa com o governo britânico sobre sua destinação. Abramovich prometeu doar os recursos às vítimas da guerra na Ucrânia, mas haveria divergência quanto ao alcance geográfico da futura fundação. Uma investigação criminal separada em Jersey e a possível dedução de £1,4 bilhão em empréstimos aumentam a incerteza.
Principais fatos e números
- A venda do Chelsea FC foi concluída em maio de 2022.
- Os recursos estão congelados em uma conta do Barclays no Reino Unido.
- A Fordstam registrou cerca de £63 milhões em juros em 2023.
- Os juros contabilizados em 2024 chegaram a £114 milhões.
- O saldo avançou de aproximadamente £2,3 bilhões para quase £2,5 bilhões.
- O governo britânico ameaçou adotar medidas legais após um prazo em março de 2026 não ser cumprido.
Por que isso importa para empresários e investidores
O caso mostra como recursos bloqueados em operações submetidas a sanções podem continuar gerando retornos relevantes, ao mesmo tempo que permanecem indisponíveis para seus objetivos declarados. Para empresas, bancos e investidores, a situação reforça riscos jurídicos, reputacionais e de governança em transações envolvendo proprietários sancionados e estruturas offshore. A destinação final permanece incerta por causa da disputa com o governo britânico, da investigação em Jersey e da dúvida sobre a dedução de £1,4 bilhão em empréstimos. Os valores divulgados cobrem somente até junho de 2024, portanto o saldo atual não foi confirmado.
