O governo britânico pode precisar encontrar até £35 bilhões para evitar cortes nos serviços públicos e cumprir compromissos de defesa, segundo o Institute for Fiscal Studies (IFS). O centro de estudos calcula que elevar os gastos militares a 3% da renda nacional até 2030 e ampliar as despesas com saúde, sem pressionar outros departamentos, exigirá recursos adicionais. A inflação mais alta associada à guerra no Irã pode reduzir o poder de compra dos orçamentos públicos. Diante do aumento do custo de financiamento, o chanceler John Healey terá de apresentar planos considerados críveis no Orçamento de 28 de outubro. Conforme o IFS, as opções incluem elevar impostos, cortar despesas ou combinar as duas medidas.
Principais fatos e números
- O IFS estima uma necessidade de até £35 bilhões para evitar cortes e cumprir promessas de defesa.
- O governo pretende elevar os gastos militares a 3% da renda nacional até 2030.
- A ampliação dos gastos com saúde também integra os planos analisados pelo instituto.
- O IFS aponta cortes, aumentos de impostos ou uma combinação de ambos como alternativas.
- O Orçamento britânico está previsto para 28 de outubro.
- O governo enfrenta pressão dos mercados diante da alta do custo de financiamento.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas e investidores no Reino Unido devem acompanhar o Orçamento por seu potencial de alterar impostos, contratos públicos e perspectivas de demanda. Cortes poderiam atingir fornecedores dependentes do Estado, enquanto recursos adicionais para defesa e saúde podem abrir oportunidades nesses setores. Uma eventual elevação tributária pressionaria margens, consumo e decisões de investimento. A inflação e os juros também ampliam o risco financeiro para negócios endividados. O valor de £35 bilhões, porém, é uma estimativa do IFS: a necessidade efetiva e a composição das medidas dependerão das decisões do governo e da evolução do cenário econômico.
