A alta do custo de vida no Reino Unido deve limitar os gastos dos britânicos com viagens internacionais, segundo relatório anual da associação do setor Abta. Quase um terço dos entrevistados pretende gastar menos com turismo no exterior no próximo ano. Em 2026, 88% dos britânicos fizeram alguma viagem de férias, proporção igual ao pico pré-pandemia de 2019. As viagens domésticas alcançaram 74%, enquanto 62% viajaram para outros países. A Espanha continuou como o destino mais popular. O estudo também identificou reservas mais tardias e maior procura por viagens urbanas curtas. Embora o índice de confiança em viagens tenha recuado na comparação anual, para +50, a Abta afirma que a demanda permaneceu resiliente diante de conflitos, incêndios florestais e controles fronteiriços.
Principais fatos e números
- 88% dos britânicos fizeram alguma viagem de férias em 2026.
- A parcela que viajou dentro do Reino Unido atingiu 74%.
- As viagens internacionais alcançaram 62% dos britânicos.
- Quase um em cada três pretende gastar menos com viagens ao exterior no próximo ano.
- A Espanha permaneceu como o destino internacional mais popular.
- O índice de confiança em viagens da Abta ficou em +50.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas de turismo expostas ao mercado britânico podem enfrentar consumidores mais sensíveis a preços, inclinados a reservar perto da data e a buscar ofertas ou viagens mais curtas. Esse comportamento favorece promoções de última hora, produtos flexíveis e opções domésticas, mas pode dificultar previsões de demanda, gestão de capacidade e definição antecipada de tarifas. O retorno das viagens aos níveis de 2019 sinaliza resiliência, enquanto a intenção de reduzir despesas no exterior aponta risco de desaceleração. Ainda não é possível afirmar que o volume atingiu seu pico, pois o relatório apresenta intenção de gasto, não reservas efetivamente realizadas para o próximo ano.
