Estados Unidos e China ainda negociam a extensão do acordo comercial firmado em Busan em 2025, às vésperas de uma visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. Segundo o South China Morning Post, os dois países relatam avanços na implementação de um mecanismo comercial limitado, com tarifas reduzidas, mas persistem divergências sobre minerais estratégicos. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, atribuiu a Pequim a incerteza em torno da prorrogação do pacto e afirmou que a China restringiu exportações de terras raras. Observadores citados pela publicação avaliam, contudo, que adiar uma definição pode trazer benefícios para os dois lados.
Principais fatos e números
- EUA e China negociam a extensão do acordo comercial de Busan, firmado em 2025.
- As conversas ocorrem antes da visita de Estado de Xi Jinping a Washington.
- Os países informaram progresso em um mecanismo comercial limitado com tarifas reduzidas.
- Jamieson Greer afirmou que a China restringiu exportações de terras raras.
- Greer defendeu avanços graduais para verificar o cumprimento dos compromissos.
- Observadores ouvidos pelo jornal veem possíveis benefícios mútuos no adiamento.
Por que isso importa para empresários e investidores
A falta de definição sobre o acordo mantém riscos para empresas dependentes de terras raras e outros minerais estratégicos, especialmente em cadeias industriais sujeitas a controles de exportação e tarifas. Uma extensão da trégua poderia reduzir incertezas comerciais; a ausência de entendimento pode exigir diversificação de fornecedores, revisão de estoques e reforço de cláusulas contratuais. Ao mesmo tempo, o avanço no mecanismo de tarifas reduzidas indica espaço para negócios específicos. Ainda não está claro se as restrições chinesas serão flexibilizadas nem se a visita de Xi produzirá um acordo mais amplo.
