O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu, por ordem executiva, duas medidas previstas na Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã de 2026, segundo a CNBC. A legislação havia sido sancionada em setembro em resposta à invasão da Ucrânia. A decisão afasta a elevação de tarifas, em até 500%, sobre produtos russos e a aplicação de taxas de até 100% a países entre os cinco maiores compradores de petróleo ou gás da Rússia, incluindo China e Índia. Trump informou ao Congresso que a suspensão atende ao interesse nacional dos EUA. A ordem foi emitida dois dias antes do prazo de implementação, mas mantém sanções contra a Rússia estabelecidas por ordens executivas anteriores.
Principais fatos e números
- Trump assinou a ordem executiva dois dias antes do prazo de implementação da lei.
- A Câmara aprovou o projeto em 16 de setembro, e Trump o sancionou dois dias depois.
- A lei previa tarifas de até 500% sobre todos os produtos russos importados pelos EUA.
- Também estavam previstas taxas de até 100% para grandes compradores de petróleo ou gás russos.
- China e Índia estavam entre os países potencialmente alcançados pela medida.
- Sanções anteriores contra a Rússia permanecem em vigor.
Por que isso importa para empresários e investidores
A suspensão reduz, no curto prazo, o risco de aumento tarifário para importadores americanos de produtos russos e de retaliações comerciais contra países compradores de energia da Rússia. Empresas com cadeias ligadas a China e Índia também evitam, por enquanto, uma possível tarifa de até 100%. A decisão pode aliviar incertezas sobre custos e fluxos comerciais, mas não elimina o risco regulatório: outras sanções permanecem vigentes, e a lei ainda permite medidas contra autoridades, instituições financeiras russas e o Irã. O material não informa por quanto tempo a dispensa permanecerá válida.
