Musique mira crescimento de 300% em 2026 com áudio para o varejo

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A Musique, startup brasileira de tecnologia para experiências sonoras, pretende crescer 300% em 2026 e ampliar sua base de clientes em 80%. A empresa desenvolve trilhas, sonoplastia e anúncios em áudio para lojas e outros espaços físicos, com uso de ferramentas digitais e inteligência artificial na produção musical.
Fundada em 2016 por André Domingues e Renato Alves, a companhia atende mais de 5 mil pontos de venda. O material informa operações na América Latina e na Ásia, além de clientes como RiHappy, Volvo e BMW.
Áudio inteligente pode elevar vendas
Dados da própria operação indicam aumento de até 20% nas vendas de produtos anunciados por áudio inteligente e crescimento de 9% no tempo de permanência dos consumidores nas lojas. A Musique também afirma que sua solução pode reduzir em milhões de reais por ano os custos fixos de grandes redes com direitos autorais.
A plataforma reúne três frentes: música estratégica, sonoplastia programada e mídia de áudio para retail media. A proposta é permitir que cada empresa ajuste o ambiente sonoro conforme a marca, o perfil do público e os objetivos comerciais do ponto de venda.
O acervo proprietário é produzido por compositores e apoiado por inteligência artificial. Segundo a startup, a tecnologia é usada para ampliar a personalização e a escala, sem substituir a criação humana.
Expansão mira moda e farmácias
No segundo semestre de 2026, a estratégia comercial será concentrada em grandes redes dos segmentos de moda e farmacêutico. A empresa aposta no amadurecimento do retail media e na digitalização das lojas físicas para transformar o áudio em um canal de comunicação e geração de receita.
O modelo busca substituir playlists genéricas por conteúdo proprietário, adaptado a diferentes momentos da jornada do consumidor. Além da música ambiente, a solução pode programar mensagens comerciais e efeitos sonoros de acordo com campanhas e horários.
André Domingues, fundador e CEO da Musique, avalia que o som ainda é pouco explorado como ferramenta de negócio. A meta de crescimento para 2026 considera a expansão da plataforma no Brasil e no exterior, com foco em redes que desejam medir o impacto da experiência sonora sobre vendas, permanência em loja e custos operacionais.
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