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Eleições 2026

Paes tem 43,1% no Rio e vantagem cresce sem Garotinho

23/09/2026 • 08:07

Ilustração gerada por IA. Fotografia editorial realista da fachada do Palácio Guanabara, sem pessoas identificáveis, texto ou logotiposIlustração gerada por IA / Revista Empreende
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Eduardo Paes (PSD) lidera a pesquisa para o governo do Rio de Janeiro divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026. No cenário principal estimulado, ele soma 43,1% das intenções de voto, ante 26,7% de Douglas Ruas (PL) e 8,4% de Anthony Garotinho (Republicanos). O levantamento da Paraná Pesquisas ouviu eleitores em 56 municípios fluminenses entre os dias 20 e 22 de setembro.

Cenário principal mostra distância de 16,4 pontos

A diferença entre Paes e Ruas no primeiro recorte é de 16,4 pontos percentuais. Garotinho aparece 18,3 pontos atrás do segundo colocado e completa o grupo dos três nomes com os maiores percentuais. Os números posicionam o candidato do PSD à frente no cenário mais amplo testado pelo instituto.

Entre os demais candidatos, André Marinho (Novo) registra 2,7%. Cyro Garcia (PSTU) tem 1,4%. Juliete Pantoja (UP) e William Siri (Psol) aparecem com 1,3% cada. Coronel Busnello (Missão) soma 1,2% e Luan Monteiro (PCO) tem 0,4%. As posições correspondem às respostas dadas na lista estimulada apresentada aos entrevistados.

Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato somam 7,8%. Outros 5,8% não souberam ou não opinaram. Juntos, esses dois grupos representam 13,6% da amostra no cenário principal, percentual inferior ao de Ruas e superior ao de Garotinho.

Sem Garotinho, diferença sobe para 17,5 pontos

No cenário sem Anthony Garotinho, Paes alcança 46,3% e Ruas chega a 28,8%. Em relação ao cenário principal, o candidato do PSD cresce 3,2 pontos percentuais, enquanto o nome do PL avança 2,1 pontos. Com isso, a distância entre os dois passa de 16,4 para 17,5 pontos percentuais.

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A variação amplia numericamente a vantagem de Paes sobre Ruas em 1,1 ponto percentual nessa simulação. A comparação não representa transferência automática dos votos de Garotinho para qualquer concorrente, porque o segundo recorte resulta de uma lista diferente apresentada aos entrevistados. Ele mostra como as intenções declaradas se distribuem quando o ex-governador não integra as opções testadas.

Nos dois recortes, Paes permanece em primeiro lugar e Ruas ocupa a segunda posição. Garotinho aparece em terceiro apenas no cenário que inclui seu nome. A mudança da lista eleva os percentuais dos dois líderes, mas o aumento registrado por Paes é maior em pontos percentuais.

Levantamento atualiza a disputa fluminense

O Rio de Janeiro é o segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento atualiza o quadro da disputa estadual ao testar uma lista com nove candidaturas e uma alternativa sem Garotinho. A liderança de Paes e a segunda posição de Ruas aparecem nas duas configurações divulgadas nesta quarta-feira.

Os percentuais são recortes das intenções declaradas durante o período de coleta e não uma projeção do resultado do primeiro turno. A diferença entre os cenários permite comparar o comportamento agregado da amostra diante de listas distintas, sem concluir que a retirada de um nome produziria a mesma movimentação na votação.

Pesquisa ouviu 1.600 eleitores em 56 municípios

A Paraná Pesquisas realizou 1.600 entrevistas em 56 municípios do estado. A margem de erro informada é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%. Esses parâmetros se aplicam à leitura dos percentuais e indicam a variação possível das estimativas amostrais.

O levantamento está registrado sob o protocolo RJ-04036/2026. A pesquisa custou R$ 50 mil e foi paga com recursos próprios do instituto, o que a caracteriza como pesquisa própria. O sistema PesqEle mantém os registros eleitorais e os documentos associados a pesquisas, como informações sobre contratantes, pagantes, notas fiscais e questionários.

O registro reúne as informações administrativas e metodológicas do estudo, mas os percentuais divulgados são resultados da Paraná Pesquisas e não números produzidos pela Justiça Eleitoral. A distinção é relevante para interpretar a origem dos dados usados no debate sobre as eleições de 2026 no Rio de Janeiro.