Lideranças do Itaú Asset, Women in Innovation Brazil e do movimento Black Money participam de painel mediado por Thais Lopes no III Fórum Brasileiro do Capitalismo Consciente
Uma dasmaiores discussões quando se fala em agenda ESG e mudança de comportamento do sistema financeiro éa de quem e como essa “conta” deverá ser paga? E, para falar um pouco mais do tema, durante a terceira edição do Fórum do Capitalismo Consciente Brasil, sob a mediação de Thais Lopes, CEO e Fundadora da Mães Negras do Brasil, os especialistas Renato Eid, líder de estratégias beta & investimento responsável na Itaú Asset, Vanessa Reisner, Diretora do Programa Avançado em ESG do Women in Innovation Brazil e Alan Soares, fundador do movimento Black Money, uma plataforma on-line de educação financeira e banco digital que permite a conexão entre empreendedores negros e consumidores antirracistas, participaram de um painel com o tema “Como pagar essa conta? A visão do mercado financeiro junto ao capitalismo consciente”.
Iniciando o debate, os especialistas comentaram sobre o papel do mercado financeiro na mudança do sistema, e se a ideia de que o capitalismo é de fato consciente é verdadeira? Para Vanessa Reisner, é possível sim ter um capitalismo consciente pois tudo começa pelo consumo, e o consumidor já possui um modo diferente de consumir buscando mais informações sobre as empresas, e como elas lidam com as agendas de interesse da sociedade. “Não tem como o mercado financeiro não olhar para essa cadeia de forma completa, até porque, ele é um sistema que gira com pessoas, e essas pessoas já estão com um pensamento diferente”, comenta.
Renato Eid foi na mesma linha, para ele, o consumidor já possui a consciência de buscar informações sobre a empresa, sobre o que ela faz. E, por outro lado, adotar a agenda ESG e focar em questões sociais não é investir em algo desconhecido, pois esses impactos de desigualdade, ambiental, financeiro estão batendo na nossa porta. “Não é uma questão de quem vai pagar essa conta, ou pensar em um retorno de três ou seis meses, é uma equação de começar a entender de como colocar o capital para trabalhar de forma mais adequada ao mundo real, o do dia a dia”, reforça.
Alan Soares, foi por uma outra linha, segundo ele, o capitalismo por si só não pode ser consciente. “As pessoas podem ser conscientes, mas não o capitalismo. O capitalismo por si só não foi feito para isso, indivíduos podem tomar decisões conscientes e não um sistema” “O futuro é ancestral, ou seja, não existe futuro se não entendermos o que é o passado. O futuro é uma releitura do que se fez no passado”, indica.
Ao longo do painel, os três especialistas comentaram sobre suas expectativas e, principalmente, as principais medidas que já são tomadas por organizações com o intuito contribuir para o fim da conscientização do sistema financeiro, que ainda é muito desigual.
Pensando no futuro, Alan diz que espera que até 2025, o mercado financeiro tenha cada vez mais diversidade nos conselhos administrativos, bem como, um retorno financeiro que se alinhe e se volte para um retorno social. Vanessa, também espera que seja possível construir agendas desenvolvidas de forma conjunta entre clientes e empresas, para que atendam necessidades fundamentais que a sociedade precise. Já Renato, espera que até lá, a agenda ESG não seja algo que caminhe paralelamente, mas sim, conjuntamente a todo o planejamento, para construir algo que seja genuíno.
O evento faz parte da comemoração dos 10 anos de operação do Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) no país e reúne palestrantes nacionais e internacionais na edição que tem como tema “Capitalismo Consciente: Da Intenção para a Ação”, girando em torno de depoimentos, exemplos e ações de CEOs e líderes que já entenderam a importância do impacto e agora partem para a ação.
O III Fórum Brasileiro do Capitalismo Consciente tem patrocínio da Gerdau, C&A, Ifood, Bravo GRC e Riachuelo, apoio da AMCHAM, Converger e Menos Um Lixo. Além disso, conta com parcerias institucionais de Connecting Food, BMV, Fruta Imperfeita, Winx, Quintessa, Humanizadas, Mol Editora, X.Tree, Monai e Vida Simples.
Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por Máindi
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