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Notícias Empresariais

IA auxilia policiais na resolução de 1,8 mil casos no Paraná

Publicado em 31/08/2026 • 00:00 | Atualizado em 01/09/2026 • 04:01

IA auxilia policiais na resolução de 1,8 mil casos no Paraná
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A plataforma de monitoramento com inteligência artificial da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), que integra as ações das polícias Civil e Militar, auxiliou na resolução de 1.885 casos em todo o Estado desde o início de sua operação, em dezembro de 2025. Os dados foram apresentados pelo secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, na manhã desta segunda-feira (31) e mostram que a ferramenta também contribuiu para 1.300 prisões e para a recuperação de 557 veículos.

Um levantamento da LCA Consultoria comparou dois dos principais programas de tecnologia para segurança pública do país — o do Paraná e o da cidade de São Paulo. Por câmera instalada, o paranaense entrega 21 vezes mais resultado na captura de foragidos, 43 vezes mais em prisões em flagrante e 108 vezes mais na recuperação de veículos — operando com 972 câmeras próprias, contra 20 mil na capital paulista.

A tecnologia conecta as imagens das câmeras à inteligência artificial, funcionando como um sistema de apoio às equipes policiais e foi desenvolvida em parceria com a startup brasileira Pax. Nascida em 2024, da reunião de um grupo de empreendedores com engenheiros do ITA, USP, Harvard e MIT, a empresa criou do zero uma tecnologia brasileira para segurança pública já usada em mais de 50 cidades brasileiras.

Atualmente, no Paraná, a plataforma reúne 972 câmeras e a previsão é ampliar a rede para 1,5 mil equipamentos, com avanços já no processo de reconhecimento facial. O sistema é coordenado pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD) em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública (SESP) e sob a operação das Polícias Militar e Civil do Paraná.

A tecnologia consegue ler placas e identificar modelo e cor dos veículos em tempo real, cruzando as informações com bases policiais de furto, roubo e mandados ativos; qualquer correspondência gera um alerta imediato que é encaminhado para a viatura mais próxima, que decide e conduz a abordagem. A própria inteligência artificial consegue realizar as buscas a partir dos comandos específicos dos policiais que operam o sistema.

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Além disso, permite buscas semânticas em linguagem natural. Assim, os policiais podem localizar veículos e suspeitos a partir de características informadas em boletins de ocorrência, como placa, amassados na lataria e adesivos, além de capacetes, roupas ou mochilas dos suspeitos, ampliando a capacidade de identificação e resposta das forças de segurança. Outro ponto interessante é a observação e identificação pelo sistema de padrões de trânsito, como no caso de veículos que circulam muitas vezes por determinadas rotas levantando suspeitas.

Os equipamentos estão distribuídos em grandes centros urbanos, regiões de fronteira e no Litoral paranaense. A rede já atende praticamente todas as grandes regiões: Norte, Noroeste, Oeste, Centro-Oeste, Campos Gerais, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo é integrar no sistema todas as cidades do Paraná com a participação das forças de segurança estaduais e municipais.

A evolução dos resultados acompanha a expansão da ferramenta. Em janeiro, primeiro mês de funcionamento pleno do sistema, foram registradas 20 ocorrências solucionadas com apoio da plataforma. O número acumulado passou para 212 em março, chegou a 780 em junho e alcançou 1.180 casos em julho. Entre junho e agosto, a eficácia da ferramenta cresceu 2,4 vezes.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por DINO e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.