1

Agronegócio bate recorde com US$ 38 bi em exportações

TRAG, inovadora em seguros climáticos para o agro, anuncia rodada de R$2 milhões liderada pela DOMO.VC

Agro brasileiro supera expectativas no primeiro trimestre de 2026, atingindo o maior volume de exportações já registrado no período, impulsionado por soja e proteína animal.

O agronegócio brasileiro encerou o primeiro trimestre de 2026 com números históricos: US$ 38,1 bilhões em exportações, alta de 0,9% comparado ao mesmo período de 2025. Mais importante que o volume é a composição: soja liderou com US$ 12,13 bilhões, seguida por proteínas animais com US$ 8,12 bilhões. Ambos segmentos crescem acima da média global.

O desempenho reforça projeção da Confederação de Agricultura (CONAB) para todo 2026: 110 milhões de toneladas em exportações de grãos, consolidando o Brasil como maior exportador agrícola do planeta, ultrapassando definitivamente os Estados Unidos.

Soja em alta: o Brasil chega aos 49% do mercado global

A participação de mercado do Brasil em exportações globais de soja chegará a 49% em 2026, segundo projeção do Outlook Fiesp. Isso significa que quase metade da soja importada no mundo vem de terras brasileiras. A Argentina, segundo colocado, fica com apenas 18%.

Esse percentual histórico é resultado de três fatores: expansão de área plantada no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás), melhorias de logística e infraestrutura portuária, e demanda chinesa que não dá sinais de arrefecimento apesar de tensões comerciais EUA-China.

A estrutura logística brasileira finalmente acompanha a produção, com novos terminais de transbordamento em Blairo Maggi (MT) e Porto de Paranaguá (PR) operando em capacidade plena.

Proteína animal: o segundo pilar do agro em 2026

Carne bovina, suína e frango somaram US$ 8,12 bilhões no T1 2026. A liderança brasileira nesse segmento é indiscutível: o país é referência global em rastreabilidade, sanidade animal e compliance ambiental. Mercados europeus, asiáticos e do Oriente Médio competem por esses produtos.

Startups agro de rastreabilidade e blockchain já captaram mais de R$ 1 bilhão em 2026, sinalizando que o setor reconhece a importância de transparência para manutenção de prêmios de preço no mercado internacional.

Abertura de novos mercados internacionais

O Brasil negociou em 2026 acordos bilaterais com Vietnã, Tailândia e Marrocos, abrindo novos canais para escoamento. Cada novo mercado adiciona entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão anual em receita potencial.

Japão e Coreia do Sul, tradicionalmente compradores de proteína brasileira, confirmaram aumentos de cota de importação. Vietnã, que importava pouco há 5 anos, agora busca ativamente soja e milho para ração animal.

Desafios: sustentabilidade e demanda por ESG

O crescimento não é sem crítica. Importadores europeus agora exigem comprovação de origem legal e conformidade ambiental em cada container. Alguns embarcadores brasileiros perderam contratos em Q1 2026 por não conseguir rastrear origem da soja até a propriedade rural.

Essa pressão ESG vai intensificar. Quem não se adequar corre risco de ficar fora dos mercados premium de 2027 em diante. Propriedades que investem em sistemas de rastreabilidade e certificação ambiental hoje ganham vantagem competitiva durável.

Próximos passos: o Brasil mantém recorde ou freia em 2026

Clima é o grande fator desconhecido. Se chuvas forem bem distribuídas no Centro-Oeste entre junho e setembro, a colheita de 2026 será maior que a de 2025. Projeção conservadora: alta de 3% em volume. Otimista: alta de 7%.

De todo modo, o agronegócio brasileiro já sinalizou ao mundo que 2026 será seu melhor ano. Investidores internacionais agora disputam fatias de fundos de agro brasileiro, reconhecendo o setor como hedge contra inflação e incerteza geopolítica.

Fontes: Notícias Agrícolas, Aprosoja MS.