Pela primeira vez, empresários dos dois países se reúnem em formato conjunto durante a Brazilian Week para debater comércio, energia e tecnologia.
Em meio às movimentações no comércio global e às tensões tarifárias entre grandes economias, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos realizam na próxima segunda-feira (11), em Nova York, a primeira edição do Brasil-U.S. Industry Day. O evento integra a programação da Brazilian Week e reúne 500 lideranças empresariais, investidores e autoridades governamentais para debater a agenda bilateral prioritária.
Os temas centrais do encontro incluem financiamento, minerais críticos, energia, saúde e tecnologias digitais, setores em que Brasil e Estados Unidos têm oportunidades concretas de aprofundar sua parceria estratégica.
A importância da relação bilateral
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação e o país que mais investe no Brasil. Essa é a primeira vez que o setor empresarial dos dois países realiza um evento conjunto nesse formato durante a Brazilian Week, um dos momentos mais relevantes do calendário diplomático e econômico bilateral.
Para a CNI, o Brasil-U.S. Industry Day representa um passo concreto na construção de uma agenda de negócios mais estruturada entre as duas economias. O encontro deve gerar compromissos e encaminhamentos práticos nas áreas discutidas, com foco em aumentar o fluxo de comércio e investimentos nos próximos anos.
Contexto: Brazilian Week 2026
A Brazilian Week reúne anualmente em Nova York banqueiros, empresários e lideranças públicas brasileiras para uma agenda intensa de reuniões, apresentações e eventos. Em 2026, a programação ganha um componente inédito com o Brasil-U.S. Industry Day, que eleva o perfil do evento ao incluir contrapartes americanas de alto nível na discussão.
O setor industrial brasileiro tem buscado diversificar suas parcerias internacionais e reforçar laços com os EUA em um momento em que as cadeias globais de suprimentos passam por reconfiguração significativa, especialmente nos segmentos de minerais críticos e tecnologias de transição energética.