Cruzeiro e Santos ampliam receitas com SAFs; modelo de clube-empresa seduz investidores e reduz endividamento

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Cruzeiro e Santos consolidam sua migração para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), estrutura que tem transformado o financiamento de grandes clubes brasileiros. Os dois gigantes mineiro e santista já recebem investimentos significativos de fundos de private equity, alterando a dinâmica de gestão e receita do futebol profissional.
A CBS Capital e Força Capital, dois dos principais fundos de investimento em esportes no Brasil, aportaram mais de R$ 800 milhões nas operações futebolísticas de ambos os clubes. O modelo SAF permite separar patrimônio imobiliário do clube da matriz operacional, facilitando investimento externo e profissionalização da gestão.
Receitas de direitos de transmissão em alta
Os clubes sob SAF ganham acesso a modelos de negócio mais sofisticados. Direitos de transmissão para streaming, vendas de espaços de naming em estádios e aproveitamento de propriedade intelectual (como camisetas autografadas de jogadores) geram fluxos de caixa que bancos tradicionais não financiariam.
Cruzeiro já negocia com plataformas de streaming brasileiras como Globoplay e YouTube para transmissões exclusivas de treinos e programas internos. Santos busca patrocínios corporativos de longo prazo, reduzindo dependência de venda de atletas como única fonte de receita.
Redução de endividamento e estabilidade
O modelo SAF vem reduzindo drasticamente o endividamento de grandes clubes. Corinthians, que foi primeiro grande clube a adotar SAF, já reduziu débitos em mais de 40% em dois anos. O mesmo caminho se replica em Cruzeiro e Santos, que enfrentavam históricos de gestão financeira precária.
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