Executivo da GFT Technologies alerta que o maior perigo da inteligência artificial não é o erro, mas a decisão acelerada sem governança
Há um equívoco fundamental na forma como a maioria das organizações debate os riscos da inteligência artificial. O temor dominante ainda orbita o erro: a IA que diagnostica mal, que contrata pelo critério errado, que alucina fatos inexistentes. São preocupações legítimas, mas funcionam como ruído que distrai de uma ameaça mais sutil e, paradoxalmente, mais perigosa. O verdadeiro risco não está na IA que erra, mas na IA que decide rápido demais, mesmo quando acerta.
O problema da velocidade em sistemas complexos
Em sistemas interdependentes como os que operam no coração do mercado financeiro, a velocidade pode ser tão destrutiva quanto a imprecisão. Segundo executivo da GFT Technologies, empresa global de transformação digital com forte atuação em bancos e seguradoras, o setor ainda subestima esse risco. “Vivemos um momento em que a IA generativa tem potencial de gerar entre US$ 200 bilhões e US$ 340 bilhões em valor adicional apenas para o setor bancário global. Mas esse mesmo potencial pode amplificar erros em cadeia se não houver mecanismos de freio”, afirma o executivo.
Governança como antídoto
A resposta não está em desacelerar a adoção da IA, mas em construir camadas de governança que acompanhem o ritmo das decisões automatizadas. Isso inclui revisão humana em pontos críticos, rastreabilidade das decisões geradas por modelos e definição clara de quais processos podem ser totalmente automatizados e quais exigem supervisão contínua.
A análise ganha relevância num momento em que bancos e seguradoras aceleram a automação de processos de crédito, precificação e compliance. O desafio é garantir que a eficiência operacional não venha acompanhada de riscos sistêmicos difíceis de rastrear.
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