Marketing e vendas lideram prioridades das PMEs, e IA pode ampliar receita

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Pesquisa do Sebrae e FGV aponta que 37,8% dos pequenos negócios priorizam tecnologia para marketing e vendas; programa gratuito Negócio em dIA pretende alcançar até 1 milhão de empreendedores.
Atrair clientes, divulgar produtos e transformar a presença digital em vendas seguem entre os principais desafios das pequenas e médias empresas brasileiras. Uma sondagem intitulada “Perspectivas Digitais nos Negócios”, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBRE da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que marketing e vendas representam a principal prioridade de investimento em tecnologia digital para 37,8% dos pequenos negócios pesquisados.
O levantamento também aponta que 54,2% das empresas esperam aumentar as vendas ao adotar uma ferramenta digital capaz de concentrar diferentes funções da operação. Os dados reforçam a busca das PMEs por soluções que não apenas ampliem a visibilidade da marca, mas também contribuam diretamente para a geração de receita e a organização da rotina.
A pesquisa ouviu 4.967 empresas em março deste ano. O cenário retratado pela sondagem é familiar para boa parte dos empreendedores: a mesma pessoa responsável pela estratégia comercial frequentemente precisa atender clientes, acompanhar estoque, organizar agenda, cuidar das finanças e negociar com fornecedores. Nesse contexto, ações de marketing digital acabam concorrendo com tarefas urgentes do dia a dia.
Planejar conteúdos, criar publicações para redes sociais, responder consumidores no WhatsApp e atualizar informações nas plataformas digitais são atividades que exigem tempo e consistência. Para pequenos negócios, a dificuldade não está necessariamente em reconhecer a importância desses canais, mas em manter uma estratégia ativa enquanto a operação demanda atenção constante.
Marketing digital como ferramenta de vendas para PMEs
Para Leandro Herrera, fundador e CEO da Tera, a divulgação não deve ser tratada como uma atividade desconectada da operação comercial. “Marketing não é uma atividade isolada para o pequeno empreendedor. É o que permite que o cliente encontre o negócio, entenda o que ele oferece e tome uma decisão de compra. O problema é que, muitas vezes, a mesma pessoa que precisa pensar a divulgação também está atendendo, vendendo, organizando pedidos e cuidando do financeiro. A inteligência artificial pode reduzir essa distância entre saber o que precisa ser feito e conseguir colocar em prática”, afirma Leandro Herrera, fundador e CEO da Tera.
O avanço de ferramentas digitais também vem alterando a forma como empreendedores lidam com o relacionamento com clientes. Canais como WhatsApp, Google e redes sociais deixaram de ser apenas vitrines e passaram a ocupar um papel mais direto na jornada de compra, no pós-venda e na fidelização. Essa digitalização do contato comercial acompanha movimentos mais amplos de ganho de escala em serviços, como mostra a reportagem sobre correspondentes bancários que ganham escala digital.
Para as PMEs, porém, a adoção tecnológica depende de ferramentas que possam ser incorporadas sem exigir uma estrutura complexa. É nesse ponto que a inteligência artificial generativa desponta como possibilidade para reduzir tarefas repetitivas, estruturar informações e apoiar decisões de marketing, vendas, atendimento e gestão.
IA generativa: familiaridade ainda não significa aplicação prática
Outro levantamento do Sebrae e da FGV IBRE, realizado com a colaboração do Google, indica que 96% das micro e pequenas empresas e 87% dos microempreendedores individuais afirmam estar familiarizados com ferramentas de IA generativa. O uso efetivo no negócio, entretanto, é menor: alcança 46% entre as MPEs e 42% entre os MEIs.
A diferença evidencia uma barreira prática. Muitos empreendedores já ouviram falar em inteligência artificial ou testaram plataformas de criação de texto e imagem, mas ainda encontram dificuldade para aplicar a tecnologia a necessidades específicas, como conquistar clientes, organizar promoções, responder dúvidas, atualizar cadastros ou acompanhar resultados comerciais.
O diagnóstico aparece também no AI Adoption Benchmark Brasil, pesquisa proprietária da Tera realizada com 3.109 profissionais. O estudo identificou uma diferença de 34 pontos entre conhecimento técnico e confiança para colocar a inteligência artificial em prática. Enquanto o domínio conceitual alcança 72,8 pontos, a autopercepção prática fica em 38,5.
Segundo o levantamento, 87,5% dos profissionais já utilizam IA para gerar textos, mas apenas 37,8% aplicam a tecnologia na automação de tarefas. Mais da metade, 54%, está no estágio chamado de “Explorador”, marcado pelo uso ativo das ferramentas, mas sem método ou estratégia definida. Somente 5,4% chegaram ao nível avançado.
“O mercado brasileiro já conhece a inteligência artificial e experimentou ferramentas. O próximo passo é aprender a delegar tarefas e construir fluxos que funcionem dentro da operação. Para o empreendedor, isso significa sair do uso pontual para produzir um texto e começar a aplicar a IA em atividades que se repetem todos os dias, como organizar uma promoção, responder dúvidas, estruturar informações ou analisar resultados”, explica Herrera.
Na prática, o uso mais estratégico da IA para pequenos negócios pode envolver a elaboração de calendários de conteúdo, a criação de respostas iniciais para perguntas recorrentes, a organização de dados de clientes, o apoio em campanhas promocionais e a análise de informações de vendas. A tecnologia, no entanto, não substitui o acompanhamento humano nem elimina a necessidade de revisão, especialmente em comunicações que envolvam preços, prazos, políticas comerciais e atendimento.
Negócio em dIA aposta em capacitação gratuita
Com o objetivo de apoiar a transição entre conhecer e aplicar inteligência artificial, Google, Sebrae, Itaú Unibanco e Tera, com parceria da Blip, lançaram o Negócio em dIA. O programa nacional e gratuito de capacitação em IA para empreendedores já está em operação e tem a meta de alcançar até 1 milhão de participantes.
A Tera lidera a concepção educacional, a experiência digital e a operação da jornada, que foi estruturada para públicos com diferentes níveis de familiaridade tecnológica. A iniciativa reúne conteúdos sobre presença digital, marketing, gestão, liderança e finanças, além de aplicações voltadas a vendas e relacionamento com clientes pelo WhatsApp.
Na frente de marketing, os participantes aprendem a utilizar inteligência artificial para desenvolver materiais de divulgação, organizar estratégias de promoção e fortalecer a presença da empresa no Google. A jornada também aborda ferramentas do Google, como Gemini e Perfil da Empresa. A discussão ocorre em um momento no qual inovação e novos modelos de negócio também ganham espaço no varejo, tema abordado no Encontro do IDV sobre o futuro do varejo.
Em gestão e finanças, a programação inclui planejamento, precificação, controle de custos e fluxo de caixa. O conteúdo ainda apresenta possibilidades de uso de ferramentas conversacionais, como o Blip Go, para transformar o WhatsApp de um canal de atendimento em um recurso voltado à geração de vendas com alta conversão.
A metodologia adota o princípio de “menos curso, mais ação”. Em vez de uma formação longa e predominantemente teórica, o programa combina aulas objetivas, conteúdos sob demanda, missões práticas e encontros ao vivo com especialistas. A proposta é que os empreendedores testem aplicações ligadas aos problemas cotidianos de sua operação.
“O Negócio em dIA nasce para encurtar o caminho entre conhecer a inteligência artificial e conseguir utilizá-la. A tecnologia pode ajudar o pequeno negócio a organizar informações, criar assistentes para apoiar a operação e liberar tempo para vender mais, atender melhor e tomar decisões com mais clareza”, afirma Herrera.
Inscrições e atuação da Tera
O Negócio em dIA é destinado a empreendedores, proprietários e gestores de pequenos e médios negócios de todo o país. Com acesso gratuito e contínuo, a plataforma permite que cada participante avance de acordo com sua disponibilidade, com acesso a conteúdos gravados, atividades práticas e agenda de masterclasses. As informações de inscrição e a referência indicada pela assessoria estão disponíveis no canal informado pela organização.
A Tera é uma plataforma de educação em tecnologia voltada à formação de profissionais que criam produtos, agentes e soluções na era da inteligência artificial. A empresa se apresenta como uma escola de builders que constroem o futuro e, em sua fase atual, amplia a atuação no mercado corporativo. Entre as organizações apoiadas pela companhia no desenvolvimento de competências práticas em IA estão Itaú, Bradesco, Visa, iFood, Natura, Nestlé, Eurofarma e QuintoAndar.
Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por VCRP e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.