O Banco do Canadá manteve a taxa básica em 2,25% na reunião de setembro, a sétima decisão consecutiva sem alteração, segundo a CNBC. A autoridade monetária apontou aumento dos riscos inflacionários e maior incerteza para o crescimento após a escalada tarifária entre Canadá e Estados Unidos. As novas tarifas americanas incluem alíquotas de 50% sobre diversos produtos canadenses, enquanto a retaliação do Canadá, prevista para 8 de setembro, alcançará mais de US$ 20 bilhões em mercadorias. O cenário também inclui preços elevados de energia devido ao conflito no Oriente Médio. A inflação ao consumidor acelerou de 2,8% em junho para 3% em julho, enquanto a economia canadense cresceu 0,8% no segundo trimestre, após avanço de 0,1% no primeiro.
Principais fatos e números
- A taxa básica canadense foi mantida em 2,25%.
- Foi a sétima decisão consecutiva de manutenção dos juros.
- A taxa está abaixo do pico recente de 5%.
- Os EUA impuseram tarifas de 50% sobre diversos produtos canadenses.
- A retaliação canadense afetará mais de US$ 20 bilhões em bens.
- As tarifas do Canadá estão previstas para entrar em vigor em 8 de setembro anterior ou posterior à publicação, conforme a fonte não esclarece o ano separadamente além da data da matéria 2026-09-02; no contexto, trata-se de 8 de setembro de 2026?
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas expostas ao comércio entre Canadá e Estados Unidos enfrentam riscos simultâneos de custos maiores, demanda mais fraca e inflação persistente. A manutenção dos juros preserva, por enquanto, as condições de financiamento, mas o mercado passou a precificar três aumentos em 12 meses, enquanto o Bank of America projeta estabilidade. Essa divergência amplia a incerteza para decisões de crédito, câmbio, estoques e investimentos. O impacto efetivo dependerá de quanto as tarifas e os preços de energia serão repassados aos consumidores e de como afetarão a recuperação canadense.
