O Banco do Japão pode revisar ligeiramente para cima sua projeção de inflação ao consumidor para o ano fiscal de 2027, diante da renovada alta do petróleo, segundo quatro fontes ouvidas pela Channel News Asia. Após elevar os juros no mês anterior, a autoridade monetária deve manter as taxas na reunião que termina em 30 de outubro, salvo uma nova desvalorização do iene que amplie os custos de importação. O relatório trimestral deverá destacar riscos inflacionários e preservar a possibilidade de outro aumento dos juros já em dezembro. As fontes indicaram, porém, que a inflação subjacente não mudou de forma relevante e que ainda não há sinais de uma espiral entre salários e preços.
Principais fatos e números
- Em julho, o banco projetou inflação subjacente de 2,5% no ano fiscal de 2026 e 2,4% em 2027.
- A projeção de inflação para 2027 pode receber uma revisão pequena devido ao petróleo mais caro.
- A reunião de política monetária de dois dias termina em 30 de outubro.
- Uma nova queda do iene pode elevar custos de importação e influenciar a decisão sobre juros.
- As projeções de crescimento devem permanecer próximas de 0,6% em 2026 e 0,8% em 2027.
- Exportações de produtos ligados à inteligência artificial devem compensar parcialmente o consumo fraco, segundo as fontes.
Por que isso importa para empresários e investidores
A manutenção dos juros daria estabilidade imediata às condições financeiras, mas a possível alta da projeção inflacionária mantém no radar um novo aperto monetário em dezembro. Empresas expostas ao Japão devem acompanhar o iene, os custos de energia e o financiamento local, pois uma desvalorização cambial pode antecipar decisões do banco central. Exportadores de bens ligados à inteligência artificial encontram suporte na perspectiva de demanda externa, enquanto negócios dependentes do consumo doméstico enfrentam um ambiente mais fraco. O cenário permanece incerto: as informações vêm de fontes anônimas e as novas previsões ainda não foram divulgadas oficialmente.