Uma comissão parlamentar de Nova Gales do Sul recomendou uma moratória sobre instalações de geração de energia a partir de resíduos e a rejeição de dois projetos em análise pelo departamento de planejamento. As propostas preveem incineradores em Parkes e Tarago, perto de Goulburn, destinados a processar resíduos de Sydney. Após sete audiências realizadas em 2025 e 2026, o colegiado apresentou 22 recomendações e defendeu uma avaliação independente da tecnologia. Segundo a presidente da comissão, Nichole Overall, faltam elementos considerados essenciais, especialmente licença social e aceitação das comunidades, dos governos locais e dos conselhos aborígenes de terras. A construção desse tipo de instalação é permitida pela regulação ambiental estadual em quatro áreas específicas de Nova Gales do Sul.
Principais fatos e números
- A comissão parlamentar apresentou 22 recomendações.
- O colegiado realizou sete audiências entre 2025 e 2026.
- Os projetos questionados ficam em Parkes e Tarago, perto de Goulburn.
- A comissão recomendou interromper as propostas até uma avaliação independente.
- As regras estaduais restringem essas instalações a Tomago, West Lithgow, Parkes e ao sul de Goulburn-Mulwaree.
- A presidente da comissão citou falta de licença social e de aceitação comunitária.
Por que isso importa para empresários e investidores
A recomendação amplia a incerteza regulatória para empresas de gestão de resíduos, energia e infraestrutura com projetos em Nova Gales do Sul. Caso o governo estadual adote as conclusões, os empreendimentos de Parkes e Tarago poderão ser rejeitados, afetando investimentos, contratos e alternativas para o tratamento dos resíduos de Sydney. O relatório também sinaliza que aprovação técnica pode não bastar sem apoio de municípios, comunidades e conselhos aborígenes. Ainda não está informado se o governo aceitará as recomendações, portanto os efeitos definitivos sobre os projetos e sobre a política estadual permanecem incertos.