A Bombardier ressaltou sua operação nos Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump afirmou que a fabricante canadense deverá produzir no país para continuar acessando o mercado local. Segundo declaração da empresa à CNBC, a companhia mantém empregos diretos em mais de 20 estados e instalações em dez, incluindo Califórnia, Texas e Arizona. A fabricante também informou que utiliza motores, aviônicos e outros sistemas fornecidos por empresas americanas. A Bombardier planeja ampliar as atividades de defesa e a rede de serviços nos EUA, além de inaugurar uma unidade em Fort Wayne, Indiana. A manifestação de Trump ocorreu antes da entrada prevista de tarifas retaliatórias canadenses sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos americanos, em meio ao agravamento das tensões comerciais entre os dois países.
Principais fatos e números
- Trump afirmou que a Bombardier deverá fabricar nos EUA para vender no mercado americano.
- A Bombardier declarou ter empregos diretos em mais de 20 estados americanos.
- A companhia informou possuir instalações em dez estados dos EUA.
- A fabricante utiliza componentes americanos, incluindo motores e sistemas aviônicos.
- Uma nova unidade em Fort Wayne, Indiana, está prevista para ser inaugurada ainda neste ano.
- O Canadá anunciou tarifas retaliatórias sobre mais de 700 produtos dos EUA.
Por que isso importa para empresários e investidores
A ameaça amplia a incerteza regulatória para fabricantes estrangeiros que dependem do mercado americano e pode influenciar decisões sobre fábricas, fornecedores e investimentos locais. A presença já mantida pela Bombardier nos EUA e o uso de componentes americanos podem fortalecer sua interlocução política e reduzir parte do risco para a cadeia doméstica. Entretanto, não está claro se a declaração de Trump resultará em proibição formal ou em novas exigências industriais. A escalada tarifária entre EUA e Canadá também pode elevar custos, afetar contratos e exigir revisão de estratégias de abastecimento.
