A Novartis informou que o pelacarsen reduziu a lipoproteína(a), ou Lp(a), em um estudo clínico de fase avançada, mas não melhorou significativamente os desfechos cardiovasculares. Desenvolvido com a Ionis Pharmaceuticals, o medicamento sofreu o primeiro grande revés clínico na corrida por terapias direcionadas à Lp(a), fator de risco que afeta cerca de uma em cada cinco pessoas no mundo e ainda não possui tratamento específico aprovado. Segundo a CNBC, o resultado aumenta a pressão sobre programas concorrentes de Amgen e Eli Lilly, que usam tecnologias diferentes e apresentaram reduções mais profundas do marcador. Analistas afirmam, porém, que ainda não é possível saber se a falha decorre do mecanismo, do desenho do estudo ou da própria hipótese terapêutica.
Principais fatos e números
- O pelacarsen foi desenvolvido conjuntamente por Novartis e Ionis Pharmaceuticals.
- O estudo de fase avançada envolveu mais de 8 mil pacientes sob tratamento otimizado.
- O medicamento reduziu a Lp(a), mas não melhorou significativamente os desfechos cardiovasculares.
- As ações da Novartis caíram 3% na segunda-feira posterior ao anúncio.
- Amgen e Eli Lilly testam tecnologias diferentes voltadas à redução da Lp(a).
- A Lp(a) elevada afeta aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo, segundo os dados citados pela CNBC e ainda não possui terapia direcionada aprovada.
Por que isso importa para empresários e investidores
O resultado eleva o risco científico e financeiro de um mercado que analistas esperam valer bilhões de dólares. Para Amgen e Eli Lilly, a oportunidade permanece, pois seus candidatos utilizam tecnologias distintas e alcançaram reduções mais profundas de Lp(a), mas o benefício clínico ainda precisa ser demonstrado. Padrões de cuidado mais eficazes também podem diminuir a incidência de eventos cardiovasculares, tornando estudos futuros mais longos, caros ou difíceis de validar. A incerteza é relevante: os dados completos ainda não foram divulgados, e não se sabe se o problema está no pelacarsen, no desenho do ensaio ou na hipótese terapêutica.
