A Coreia do Norte rejeitou a acusação de envolvimento no ataque à Binance, estimado em US$ 6,3 bilhões. Segundo a imprensa estatal norte-coreana, Kim Yo Jong classificou como provocação política a atribuição do FBI ao grupo TraderTraitor, apontado como ligado ao país. As empresas de análise de blockchain Elliptic e Chainalysis também associaram o ataque e a movimentação dos ativos a agentes vinculados à Coreia do Norte. A Elliptic informou que, nos quatro primeiros dias, foram usadas cerca de 12 mil carteiras em 11 blockchains, com mais de 40 mil transações. Parte dos recursos passou pela rede Tron e depois foi transferida para a Ethereum. Paralelamente, a Binance anunciou a reabertura gradual de saques de mais criptoativos e redes.
Principais fatos e números
- O ataque à Binance foi estimado em US$ 6,3 bilhões.
- A Coreia do Norte negou envolvimento e contestou a atribuição feita pelo FBI.
- Elliptic e Chainalysis ligaram o ataque a agentes associados à Coreia do Norte.
- Cerca de 12 mil carteiras foram usadas em 11 blockchains durante os quatro primeiros dias.
- A Elliptic contabilizou mais de 40 mil transações no período.
- Aproximadamente 7.700 endereços na rede Tron receberam recursos roubados, segundo a Elliptic.
Por que isso importa para empresários e investidores
O caso amplia o risco operacional e reputacional para exchanges, investidores institucionais e empresas que mantêm criptoativos. A dispersão dos recursos por milhares de carteiras, múltiplas redes e pontes entre blockchains mostra a dificuldade de rastreamento e recuperação, reforçando a necessidade de controles de custódia, monitoramento contínuo e planos de contingência. A reabertura gradual de saques pela Binance pode reduzir restrições aos usuários, mas não elimina dúvidas sobre segurança e perdas. A autoria permanece contestada pela Coreia do Norte, embora FBI, Elliptic e Chainalysis apontem agentes ligados ao país.
