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Desperdício de alimentos custa mais de US$ 36 bilhões por ano à economia australiana

A Austrália desperdiça cerca de 7,6 milhões de toneladas de alimentos por ano, com impacto superior a US$ 36 bilhões para a economia, segundo dados divulgados pela ABC Australia. Especialistas ouvidos pela emissora afirmam que muitas empresas desconhecem o volume descartado e seus efeitos sobre os resultados financeiros. Menos de um quarto dos negócios inspeciona regularmente seus resíduos alimentares, enquanto práticas operacionais podem dificultar a identificação das perdas.

Desperdício de alimentos custa mais de US$ 36 bilhões por ano à economia australiana
Imagem disponibilizada pela fonte original.

A Austrália desperdiça cerca de 7,6 milhões de toneladas de alimentos por ano, com impacto superior a US$ 36 bilhões para a economia, segundo dados divulgados pela ABC Australia. Especialistas ouvidos pela emissora afirmam que muitas empresas desconhecem o volume descartado e seus efeitos sobre os resultados financeiros. Menos de um quarto dos negócios inspeciona regularmente seus resíduos alimentares, enquanto práticas operacionais podem dificultar a identificação das perdas. Em um pub e uma cervejaria de Sydney, o desperdício incluía grãos remanescentes da produção de cerveja, sobras de cozinha e alimentos devolvidos nos pratos. O governo federal assumiu o compromisso de reduzir o desperdício alimentar pela metade até 2030, mas especialistas demonstram preocupação com o avanço dessa meta.

Principais fatos e números

  • A Austrália descarta cerca de 7,6 milhões de toneladas de alimentos anualmente.
  • O custo estimado para a economia supera US$ 36 bilhões por ano.
  • Menos de 25% das empresas inspecionam regularmente seus resíduos alimentares.
  • O desperdício pode ocorrer na produção, no preparo e nas sobras deixadas pelos clientes.
  • O governo federal pretende reduzir o desperdício de alimentos pela metade até 2030.

Por que isso importa para empresários e investidores

Para empresas de alimentação, bebidas e hospitalidade, medir resíduos pode revelar custos operacionais que atualmente não aparecem com clareza na gestão diária. O acompanhamento do descarte pode apoiar ajustes de compras, estoques, porções e processos produtivos, protegendo margens e reduzindo a destinação a aterros, cuja capacidade já é crítica em algumas áreas. A meta federal também pode ampliar a pressão por mudanças operacionais até 2030. Contudo, a fonte não informa quanto do custo nacional recai sobre as empresas nem quantifica a economia possível para cada negócio.