Registros judiciais examinados pela ABC News mostram que empresas ligadas ou associadas ao Bathla Group não concluíram no prazo três transações imobiliárias avaliadas, em conjunto, em US$ 130 milhões, antes do colapso da incorporadora. Os atrasos levaram vendedores a recorrer à Justiça. Em um dos casos, Michael Ryan acertou a venda de uma propriedade em Box Hill, no noroeste de Sydney, por US$ 39,5 milhões. Após sucessivos adiamentos e uma disputa na Suprema Corte de Nova Gales do Sul, ele financiou parte da aquisição para viabilizar a operação. Um ex-grande credor do grupo avaliou que a Bathla cresceu rápido demais, sobretudo nos últimos anos, ficando mais exposta à deterioração do mercado imobiliário.
Principais fatos e números
- A ABC News identificou três transações imobiliárias com atrasos na conclusão.
- As operações somavam US$ 130 milhões.
- Os vendedores buscaram medidas judiciais contra empresas ligadas ou associadas à Bathla.
- Michael Ryan concordou em vender uma propriedade por US$ 39,5 milhões.
- Ryan financiou parte da compra após atrasos e disputa judicial.
- O acordo inicial com a subsidiária UPG 322 foi firmado em outubro de 2021.
Por que isso importa para empresários e investidores
O caso evidencia riscos de liquidez e execução quando incorporadoras acumulam compromissos de compra durante uma expansão acelerada. Para vendedores de terrenos, investidores e credores, a análise da capacidade de pagamento, dos prazos contratuais e das garantias pode ser decisiva antes de fechar operações de grande porte. A necessidade de financiamento pelo próprio vendedor também mostra como atrasos podem transferir risco ao dono do ativo. A avaliação de que a Bathla cresceu rápido demais partiu de um ex-credor; os dados fornecidos não permitem determinar, isoladamente, todas as causas do colapso.