A presença crescente de hedge funds nos mercados globais de títulos públicos elevou o risco de turbulências locais se espalharem pelo sistema financeiro, segundo Sarah Breeden, vice-presidente do Banco da Inglaterra para estabilidade financeira. Em entrevista à CNBC, ela destacou que esses fundos são mais sensíveis a preços, operam internacionalmente e recorrem à alavancagem. O FMI informou que os ativos brutos do setor chegaram a cerca de US$ 13 trilhões. Embora reconheça a contribuição dos hedge funds para a liquidez e a eficiência dos mercados, o organismo alertou que operações alavancadas e posições concentradas podem intensificar períodos de estresse. Eventuais impactos também poderiam alcançar outros segmentos, incluindo as atividades de prime brokerage dos bancos.
Principais fatos e números
- Sarah Breeden é vice-presidente do Banco da Inglaterra para estabilidade financeira.
- Breeden integra o comitê responsável pela definição dos juros britânicos.
- Os ativos brutos dos hedge funds somam cerca de US$ 13 trilhões, segundo o FMI.
- O FMI reconhece que esses fundos apoiam a liquidez e a eficiência dos mercados.
- Alavancagem e operações concentradas podem ampliar tensões financeiras, segundo o FMI.
- Breeden falou durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangkok.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas e investidores expostos a títulos soberanos devem considerar a possibilidade de oscilações atravessarem fronteiras com mais rapidez, especialmente quando fundos alavancados precisarem reduzir posições simultaneamente. O alerta também interessa a bancos que prestam serviços de prime brokerage, diante do risco de transmissão do estresse. Para gestores, o cenário reforça a importância de revisar liquidez, concentração, garantias e exposição a contrapartes. O material, porém, não aponta um choque iminente nem identifica mercados específicos sob maior pressão; trata-se de uma avaliação de vulnerabilidade sistêmica apresentada pelo Banco da Inglaterra e pelo FMI.
