Jamie Dimon, presidente-executivo do JP Morgan, deverá recomendar ao chanceler britânico John Healey que não aumente a tributação dos bancos no orçamento previsto para 28 de outubro, segundo o The Guardian. O executivo argumentará que novas cobranças podem prejudicar investimentos e empregos no Reino Unido. A reunião ocorre em meio a especulações sobre um imposto extraordinário para bancos e petrolíferas. Instituições financeiras britânicas pagam 28% de imposto corporativo, ante a alíquota padrão de 25%, além de uma sobretaxa sobre seus balanços locais. O debate também alcança o projeto de uma torre de £3 bilhões do JP Morgan em Canary Wharf, planejada como sede britânica e destinada a abrigar mais da metade dos 23 mil funcionários do banco no país.
Principais fatos e números
- Dimon deverá reunir-se com John Healey na quarta-feira.
- O orçamento britânico está previsto para 28 de outubro.
- Bancos no Reino Unido pagam imposto corporativo de 28%; a alíquota padrão é 25%.
- O setor também está sujeito a uma sobretaxa sobre balanços mantidos no Reino Unido.
- O JP Morgan planeja uma torre de £3 bilhões em Canary Wharf.
- O banco possui 23 mil funcionários no Reino Unido.
Por que isso importa para empresários e investidores
Uma eventual alta tributária elevaria custos e poderia influenciar decisões de contratação, alocação de capital e expansão das instituições financeiras no Reino Unido. Para fornecedores, empresas imobiliárias e negócios ligados à City de Londres, o projeto do JP Morgan em Canary Wharf representa demanda potencial, mas sua execução foi condicionada pelo banco à manutenção de um ambiente empresarial favorável. Investidores devem acompanhar o orçamento de outubro e possíveis mudanças nas alíquotas. Ainda não há confirmação de novo imposto, de seu formato ou de sua aprovação; a pauta disponível relata especulações e a posição de um executivo interessado no resultado.
