O Office for Budget Responsibility (OBR), órgão fiscal independente do Reino Unido, reduziu de 1,6% para 1% sua previsão de crescimento econômico em 2027. Para 2026, a estimativa subiu de 1,1% para 1,2%, apoiada por desempenho mais resiliente e investimentos em inteligência artificial. Segundo o órgão, o conflito no Oriente Médio elevou os custos de energia e agravou as perspectivas para inflação, padrão de vida e contas públicas. A projeção de inflação para 2026 passou dos 2% estimados em março para 3,5%. No primeiro orçamento de John Healey, o governo anunciou medidas temporárias de apoio a famílias e empresas, além de aumento de imposto sobre bancos. A margem em relação à principal regra fiscal ficou em £15 bilhões.
Principais fatos e números
- A previsão de crescimento para 2027 caiu de 1,6% para 1%.
- A estimativa de expansão em 2026 subiu de 1,1% para 1,2%.
- O OBR projetou inflação de 3,5% em 2026, ante previsão anterior de 2%.
- O governo informou gasto adicional de £14 bilhões com juros da dívida.
- A margem de segurança da principal regra fiscal ficou em £15 bilhões.
- A margem fiscal anterior, deixada por Rachel Reeves, era de £23,6 bilhões.
Por que isso importa para empresários e investidores
A combinação de crescimento mais fraco, inflação elevada e custos de energia crescentes pode pressionar margens, consumo e decisões de investimento no Reino Unido. Empresas devem avaliar exposição a energia, juros e demanda doméstica, enquanto bancos enfrentam o risco de maior tributação temporária. A menor margem fiscal também reduz a capacidade do governo de responder a novos choques sem cortar despesas, elevar receitas ou flexibilizar regras. Há elevada incerteza: as projeções dependem da duração do conflito no Oriente Médio, de seus efeitos nos mercados financeiros e da eficácia das medidas orçamentárias anunciadas.
