O orçamento britânico colocou a energia no centro da política econômica após a alta dos preços elevar a inflação, reduzir a renda das famílias e pressionar empresas. Segundo o The Guardian, a previsão de crescimento do PIB para o próximo ano foi cortada de 1,6% para 1%, principalmente pelo encarecimento energético associado à guerra no Irã. O governo anunciou um pagamento de £100 a 20 milhões de domicílios nas faixas A a D do imposto municipal, financiado por 15 meses de sobretaxa bancária. A medida, porém, é menor que a alta estimada nas contas: a EDF prevê aumento de £466 no teto regulado em janeiro, levando a despesa anual média para £2.189. O governo também sinalizou reformas para aproximar os custos energéticos britânicos dos europeus.
Principais fatos e números
- A projeção de crescimento do PIB para o próximo ano caiu de 1,6% para 1%.
- O auxílio de £100 alcançará 20 milhões de domicílios nas faixas A a D do imposto municipal.
- O pagamento será financiado por 15 meses de sobretaxa sobre os bancos.
- A EDF estima que o teto regulado subirá £466 em janeiro.
- A conta anual média poderá chegar a £2.189, segundo a previsão da EDF.
- O teto de preços estava em £1.568 quando o Labour assumiu, em julho de 2024.
Por que isso importa para empresários e investidores
Energia mais cara ameaça margens empresariais, consumo doméstico e projetos de reindustrialização no Reino Unido. O auxílio pode sustentar parte do consumo no inverno, mas não compensa a elevação prevista das contas. Para investidores, a proposta de aprovar novos projetos apenas quando reduzirem tarifas e puderem acessar a rede pode mudar o ritmo de encomendas em energia renovável e infraestrutura. Ainda não está definido quanto das cobranças hoje incluídas nas tarifas será transferido ao Tesouro, nem como contratos antigos de renováveis serão renegociados. Essa incerteza limita avaliações sobre custos, retornos e cronogramas.
