Estima-se que até 2035 existam cerca de 1 bilhão de nômades digitais
Uma ideia que ganha cada vez mais destaque é a de que não é necessário largar o trabalho para conhecer o Brasil e o mundo. Apesar das grandes discussões sobre o retorno ao trabalho presencial, ainda há uma demanda pelo home office. O levantamento realizado pela plataforma de empregos Infojobs, até agosto de 2023, informa que o número de anúncios de vagas remotas ofertadas pelo site aumentou em impressionantes 13% este ano. Essa mudança no mercado de trabalho é um resultado do modo como a perspectiva dos profissionais encaram o equilíbrio entre carreira e a vida pessoal pós-pandemia.
Para aqueles que trabalham remotamente, há uma facilidade de explorar o mundo. Conforme o Relatório Global de Tendências Migratórias 2022 da Fragomen, empresa global especializada em migração, estima-se que até 2035 existam cerca de 1 bilhão de nômades digitais e, atualmente, já há mais de 35 milhões de adeptos pelo mundo.
“O home office permite que o trabalho seja realizado em qualquer lugar, viabilizando a possibilidade de conhecer novos lugares enquanto trabalha. Porém, é necessário disciplina e responsabilidade para aproveitar ao máximo esse modelo de trabalho. Quando abri o canal, tive que equilibrar o emprego, a produção e as postagens do conteúdo. Hoje me dedico totalmente ao canal, mas isso foi só depois de quatro anos criando conteúdo sem ganhar nada enquanto estava no emprego e fazendo trabalhos freelancers. Sigo trabalhando com marketing, mas aliado a uma nova habilidade: captação e edição de vídeo para criar narrativas interessantes para serem compartilhadas.” aborda Richard.
A exemplo disso, o produtor de conteúdo, Richard Oliveira, usou o marketing que já conhecia para fazer outros trabalhos remotos ainda em 2017 para viver seu sonho, conhecer o mundo e compartilhar a sua história. Sua experiência como nômade é partilhada em seu canal do YouTube, “Vida de Mochila”. São sete anos de conteúdo disponível, e mais de 173 mil inscritos nesse canal. Seu Instagram, @vidademochila, conta com mais de 279 mil seguidores.
O mochileiro enfatiza que seu estilo de vida atual lhe dá liberdade, entretanto, ele não segue necessariamente um roteiro e, consequentemente, muitas de suas viagens se tornam uma jornada de descobertas e aventuras em meio a natureza. “Você vive primeiro e conta depois”, diz ele, ressaltando a importância de aproveitar cada momento em sua plenitude. Pensando sobre isso, Richard Oliveira comenta as principais coisas que mudam após uma peregrinação sozinho:
- Tempo: sabe aquela sensação de que o tempo passa rápido? Viajar só permite que “em um dia de peregrinação, parece que são 3 dias em uma manhã. O tempo em silêncio na natureza, com pouca distração do celular, me fez perceber que o tempo natural da vida é muito mais leve” aponta.
- O mundo: sabemos que o mundo é grande, mas andar a pé e observar o quanto há de pessoas diferentes, povoados, sotaques, paisagens incríveis, te faz sentir o mundo gigante e você, pequeno.
- Percepção de si: muitos saem em busca de autoconhecimento. O peregrino comenta que estar só permite essa reflexão, pois não há distrações externas que te ajudam a fugir da sua própria mente.
O primeiro relato do produtor foi a Websérie denominada #America300, no qual acompanhamos a viagem de 622 dias atravessando a América Latina sem usar avião, ao longo de 97 episódios. Seu último trabalho, o documentário “Um Mochileiro no Caminho de Diamantes, Estrada Real”, já é um sucesso; em apenas 14 dias acumulou mais de 267 mil visualizações, 1.200 comentários e 172.177 horas de exibição. Nele, somos convidados a percorrer 540 km do interior de Minas Gerais, pelo Caminho de Diamantes e Sabarabuçu, antiga estrada colonial de transportes de cargas preciosas, como ouro e diamantes, conhecendo a história e cultura do Brasil e refletindo sobre a vida.
Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por Agência de RP & Digital Full Service
e não é de responsabilidade de revistaempreende.com.br