Por *Carolina Fernandes, CEO da Cubo Comunicação
O último trimestre do ano tem marcado um período atípico para os profissionais do comércio e marketing no Brasil, isso porque grandes eventos estão acontecendo com pouco intervalo de tempo entre eles. O termo mais pesquisado na internet entre 20 e 26 de outubro foi a ‘Copa do Mundo’, segundo Google Trends, seguido pelos termos ‘eleição’ e ‘black friday’. Já entre 28 e 30 ‘eleição’ teve um pico de buscas, naturalmente.

O ano de Copa do Mundo no Brasil é um período geralmente muito esperado e celebrado pela mídia brasileira. A data tem se destacado entre os eventos, mostrando que a associação de marca com os sentimentos de esperança e união são os elementos mais fortes com os quais o público está se engajando, em contraposição a um cenário de eleições marcado por fortes oposições políticas.
O potencial de conexão gerado pela Copa do Mundo quase sempre é sinônimo de aquecimento do mercado e consequentemente, de oportunidades de negócios até mesmo para aquelas marcas que não têm relação direta com a Fifa, mas que aproveitam a onda de maior consumo gerada pela disputa entre seleções.
Em um período congestionado com Eleições, Black Friday, Copa e festas de fim de ano, – todos com símbolos e sentimentos extremos -, é a hora das marcas anunciarem seus produtos e serviços para os consumidores de forma mais intensa, mas essa tarefa pode ser desafiadora. Afinal, qual a melhor estratégia em casos como este?
De fato, o que os profissionais de marketing já estão sentindo é um aumento no custo geral de campanhas de tráfego pago e aquisição de clientes. Neste cenário, vale ter foco e direcionar orçamentos para os eventos em que a marca consegue ter uma melhor performance e engajamento dos clientes.
A Black Friday, por exemplo, em pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), tem uma projeção de vendas de R$ 6,5 bilhões no e-commerce brasileiro, e os pedidos on-line devem ultrapassar os 8,3 milhões, 3,5% a mais quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo em que o evento é muito voltado para a compra de produtos promocionais, as pessoas que gostam da Copa e esperam 4 anos por ela, têm o hábito de fazer de suas casas pequenos estádios para ver os jogos, ampliando o consumo de TV e de outros itens para reunir os amigos.
Assim como as festas de fim de ano, após um cenário pandêmico – em que as pessoas abriram mão das festividades coletivas -, também estão tendo um forte alinhamento com os sentimentos de união dos amigos e famílias.
Então, a dica aqui é pesquisar e avaliar como o seu produto ou serviço pode fazer parte de cada data e em quais deles são indispensáveis para os consumidores. Atenção não apenas ao escopo do evento, mas também aos sentimentos e atributos que têm conexão direta com o assunto e que podem ser aproveitados para divulgar suas mensagens ao público de forma mais institucional e menos comercial.
*Carolina Fernandes é CEO da Cubo Comunicação, palestrante, mentora do curso Marketing para Empreendedores, especialista em Marketing & Comunicação com mais de 20 anos de atuação.
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