Os preços do petróleo encerraram a quinta-feira com pouca variação, apesar da continuidade das hostilidades no Golfo. Segundo a CNBC, os contratos futuros do Brent recuaram US$ 0,11, para US$ 95,52 por barril, após superarem US$ 97 durante a sessão. O WTI avançou US$ 0,29 e fechou a US$ 91,30. Na semana, o petróleo dos Estados Unidos acumula alta superior a 9%, enquanto Washington e Teerã voltaram a trocar ataques militares pela primeira vez desde julho. As forças armadas do Kuwait informaram ter acionado suas defesas contra mísseis e drones. O governo americano busca reduzir a capacidade iraniana de atacar navios que atravessam o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento energético mundial.
Principais fatos e números
- O Brent fechou a US$ 95,52 por barril, com queda de US$ 0,11.
- A referência internacional superou US$ 97 durante a sessão.
- O WTI avançou US$ 0,29 e encerrou a US$ 91,30 por barril.
- O petróleo dos Estados Unidos acumula valorização superior a 9% na semana.
- Mais de 17 milhões de barris atravessaram Ormuz na segunda-feira sob proteção militar americana.
- Antes do início da guerra, cerca de 20 milhões de barris diários de petróleo e derivados passavam pelo estreito.
Por que isso importa para empresários e investidores
A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém elevado o risco de oscilações no petróleo, com possíveis efeitos sobre custos de transporte, combustíveis, petroquímicos e cadeias industriais. Empresas expostas à energia podem revisar orçamentos, estoques, contratos e estratégias de proteção financeira. Para investidores, a diferença entre a máxima intradiária do Brent e o fechamento mostra um mercado sensível a notícias militares, mas sem movimento uniforme na sessão. O fluxo registrado sob proteção americana sinaliza continuidade parcial das operações; contudo, não é possível concluir, com os dados disponíveis, se esse nível será sustentável caso as hostilidades aumentem.
