O preço do diesel atingiu nível recorde nos Estados Unidos em meio à redução da capacidade global de refino, segundo a CNBC. Caminhoneiros pagavam, em média, US$ 5,85 por galão, alta de quase 60% ante os US$ 3,71 registrados um ano antes. Na Califórnia, o valor chegava a US$ 7,70. Ataques a refinarias russas levaram Moscou a suspender exportações, enquanto conflitos no Oriente Médio afetaram instalações e fluxos pelo Estreito de Ormuz. De acordo com estimativa citada pela emissora, cerca de 8% do diesel necessário para atender à demanda mundial de 28 milhões de barris diários estava comprometido. Especialistas alertaram que o encarecimento tende a alcançar fretes, agricultura, indústria, aquecimento e preços ao consumidor.
Principais fatos e números
- Diesel custava, em média, US$ 5,85 por galão nos Estados Unidos.
- O preço nacional subiu quase 60% em relação ao ano anterior.
- Na Califórnia, o galão de diesel chegava a US$ 7,70.
- Conflitos retiraram refinarias com cerca de 5 milhões de barris diários de capacidade.
- A Rússia suspendeu exportações equivalentes a aproximadamente 800 mil barris diários.
- Problemas no Estreito de Ormuz afetaram cerca de 1,2 milhão de barris diários de oferta.
Por que isso importa para empresários e investidores
Empresas dependentes de transporte rodoviário, agricultura, aquecimento e processos industriais enfrentam pressão imediata sobre custos operacionais. Transportadoras podem repassar parte do aumento aos fretes, alcançando varejistas, fabricantes e consumidores e ampliando preocupações inflacionárias. O cenário também pode favorecer refinarias que permaneçam operacionais, diante de margens mais apertadas de oferta. Para executivos e investidores, contratos logísticos, estoques, rotas e mecanismos de proteção de preços ganham relevância. A duração e a intensidade desses efeitos permanecem incertas, pois dependem da evolução dos conflitos, da retomada das refinarias e das restrições russas às exportações.
